22.5.17

[CEC] Tema de redação 11


IDENTIFICAÇÃO: Tema de redação 11

Amigos:

Como conversado em sala, a proposta de redação 11 é parte de um Projeto da Justiça do Trabalho que objetiva disseminar entre os alunos quais são os direitos trabalhistas que vigoram no Brasil. O material entregue em sala serve como peça da campanha de conscientização.

Combinamos que a culminância desse projeto no CEC seria a composição de redações e uma futura mesa de debates sobre o tema. Assim, por partes, leiam os textos de apoio para a composição da redação. Contem com as aulas de sexta para produzir o texto e com o auxílio do Professor Diego Hottz Mais à frente elaboraremos as discussões para o debate.

(proposta adaptada do site temasparedacao.com)

Texto 1.

Ações na Justiça devem aumentar após PEC das Domésticas, dizem juristas

A Proposta de Emenda Parlamentar número 66, popularmente chamada de PEC das Domésticas, foi regulamentada depois de dois anos de sua publicação, em 2012, mas as polêmicas devem continuar. Segundo especialistas em relações de trabalho, é provável que haja uma judicialização no médio prazo.

Entre as principais mudanças estipuladas pela PEC estão indenização em demissões sem justa causa, pagamento de horas extras, conta no FGTS e a alíquota de recolhimento do INSS.

Hoje no Brasil, menos de 28% dos empregados domésticos são contratados com registro em carteira. Segundo dados da PNAD 2013, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,4 milhões desses trabalhadores (92,6%) são mulheres.

Para Fabíola Ferrari, advogada do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo (SINDoméstica-SP), a PEC representa um grande avanço, mas a batalha agora é contra a desinformação. “O empregado doméstico é uma categoria que vem conquistando direitos a conta-gotas. Tem gente que trabalha 30 anos numa mesma casa e sai com uma mão na frente e outra atrás. Ao passo que outros profissionais gozam de diversos benefícios, se aposentam e têm renda. A aprovação da PEC acaba com essa injustiça ao formalizar e profissionalizar a função tão desrespeitada há décadas.”

O professor de Direito do Trabalho da Universidade de São Paulo (USP), Estêvão Mallet, acredita, no entanto, que não será fácil assegurar a eficácia da legislação aprovada. “Trata-se de uma profissão difícil de fiscalizar, de controlar as horas trabalhadas e isso, com certeza, levará a um aumento da judicialização", afirma.

Para Mallet, a lei também tem alguns excessos, como a exigência de controle de ponto – não o pagamento de hora extra, que ele considera um avanço – , e a exigência de pagamento antecipado de multa de 40% por dispensa injustificada. "Isso onera o contratante diferente de uma empresa, por exemplo, que só paga depois da demissão."

(Coluna Economia. IG. Maíra Teixeira. Junho/2015)

Texto 2.

Trabalho escravo no Brasil Atual

O Brasil foi a última nação do mundo ocidental a abolir o trabalho escravo de forma oficial, o que ocorreu no final do século XIX. No entanto, em termos práticos, esse problema continua a existir nos dias atuais. Informações recentes estimam a ocorrência de 200 mil trabalhadores no país vivendo em regime de escravidão, segundo dados do Índice de Escravidão Global, elaborado por Organizações Não Governamentais (ONGs) ligadas à Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Primeiramente, é importante o estabelecimento da definição do que seja considerado, propriamente, o regime de escravidão. Segundo a OIT, é considerado escravo todo o regime de trabalho degradante que prive o trabalhador de sua liberdade. Isso ocorre no Brasil, em maior parte, em espaços rurais distantes de centros urbanizados e rotas de transporte para fuga, onde os trabalhadores são geralmente coagidos a continuarem laborando sob a alegação da existência de dívidas com fazendeiros.

Mas esse tipo de ocorrência nem sempre ocorre dessa forma e também não é algo exclusivo do meio agrário. Em setembro de 2013, por exemplo, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) denunciou a existência de trabalhadores em regime de escravidão nas obras de ampliação do Aeroporto de Guarulhos, no estado de São Paulo.

Em termos práticos, é possível afirmar que o trabalho escravo nunca foi abolido totalmente no território nacional. No entanto, apenas em 1995 o governo reconheceu oficialmente perante a OIT a existência desse tipo de problema no país, embora este tenha sido um dos primeiros no mundo a realizar esse tipo de pronunciamento. Atualmente, apesar da grande quantidade de trabalhadores escravizados no país, o Brasil é considerado internacionalmente um dos países mais avançados em esforços governamentais e não governamentais para acabar com esse problema.

(Brasil Escola. Rafael Pena. s/a)

Texto 3.

70 anos da consolidação das leis trabalhistas

Era dia primeiro de maio de 1943 quando foi editado o Decreto-Lei n.° 5.452, aprovando a Consolidação das Leis do Trabalho, diploma legal que agora completa setenta anos.

Independentemente de qualquer polêmica quanto à sua inspiração ou motivação, o certo é que a CLT foi ganhando cada dia mais efetividade, tornando-se uma das principais contribuições do nosso ordenamento jurídico ao longo da história recente, para elevar a um patamar civilizatório mínimo as relações de trabalho no Brasil, cumprindo em boa parte o seu objetivo.

Se de início a legislação do trabalho tinha sua aplicação limitada a determinadas categorias, foi a CLT a grande base jurídica para um Direito do Trabalho nacional, que veio assegurar, do ponto de vista normativo, que estejamos ombreados às nações industrializadas em matéria de Direito Laboral.
Embora com força normativa indiscutível, teve que se impor a resistências culturais seculares, tais como o ranço da escravatura, do colonato servil, da subvalorização do trabalho, da tolerância leniente com exploração indigna do homem pelo homem. Nessa trilha, a Consolidação das Leis do Trabalho fortaleceu seu papel histórico, verticalizou a sua normatividade, adquirindo maior eficácia social. Valendo-se do expansionismo natural do Direito do Trabalho, horizontalizou-se, para abrigar também as relações de trabalho rural e agora, em sua plenitude, as relações de trabalho de âmbito doméstico.

Na Constituição de 1988, a CLT encontrou poderosa aliada para afirmar-se como norma instrumental da Justiça Social. A constitucionalização de diversos direitos trabalhistas, a instrumentalização de sua exigibilidade e, especialmente, sua renovação principiológica, são algumas das principais conquistas.
Na celebração destes 70 anos da CLT, o Tribunal Superior do Trabalho, o Tribunal da Justiça Social, busca um pacto para a construção da nova sociedade brasileira, que já se delineia. Sociedade que tenha como um dos seus pilares um Direito do Trabalho humano, além de meramente tutelar, de simplesmente distributivista, porém sem perder estes dois focos, e que busque na sua essência um fundamento fraterno.

Que o Direito do Trabalho auxilie a construção de um mundo mais humanizado, onde se concilie e convivam a justiça e a liberdade.

(Tribunal Superior do Trabalho. Carlos Alberto de Paula. 2013)


A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo argumentativo em norma padrão da Língua Portuguesa sobre o tema “A GARANTIA DOS DIREITOS TRABALHISTAS NO BRASIL”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Lembre-se de organizar com clareza e estabelecer relações entre as ideias a serem desenvolvidas.

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6.5.17

[CEC, CNSD e CNSM] Complemento do AQUECIMENTO ENEM

Amigos:

Disponibilizo o complemento das aulas do Aquecimento ENEM, com foco no século XX. O arquivo é composto pelos seguintes materiais:

- [CEC] Apostila com as questões norteadoras e textos de apoio (clique aqui para baixar);
- [CNSD] Apostila com as questões norteadoras e textos de apoio (clique aqui para baixar);
- [CNSM] Apostila com as questões norteadoras e textos de apoio (clique aqui para baixar);
- [CEC] Apostila com gabarito das questões norteadoras (clique aqui para baixar);
- [CNSD] Apostila com gabarito das questões norteadoras (clique para baixar);
- [CNSM] Apostila com gabarito das questões norteadoras (clique para baixar);
- [CEC] Slides com apresentação das questões (clique aqui para baixar);
- [CNSD] Slides com apresentação das questões (clique aqui para baixar);
- [CNSM] Slides com apresentação das questões (clique aqui para baixar);
- Mapa mental, semelhante ao criado em sala (clique na imagem abaixo para fazer o download; ele também pode ser acessado, de forma dinâmica, no final deste texto);


- Links comentados em sala de aula e disponibilizados no mapa mental (lista logo abaixo).

Qualquer dúvida pode ser, ainda, sanada pelo sistema de comentários no final deste texto.

Forte abraço a todos e boa sorte sempre!

Links:

- Jovem Nerd e Nerdcast sobre a redemocratização do Brasil, onde há uma debate interessante e “bem humorado sobre a morte de Tancredo Neves e a posse de Sarney no cargo de Presidente da República logo após as eleições indiretas, na década de 1980;
- Sobre o Positivismo, corrente sociológica, o stte tem um texto que pode ajudar. Na ocasião da substituição de Dilma por Temer e da escolha de um novo slogan (“Ordem e Progresso”) para o Governo Federal, escrevi alguns parágrafos que aproximam esta frase ao Positivismo e a outras questões.

Mapa Mental Dinâmico

Mapa Mental criado por Fernando Nunes com GoConqr


Uma pequena legenda:
[CEC] Colégio Canadá
[CNSD] Colégio Nossa Senhora das Dores
[CNSM] Colégio Nossa Senhora das Mercês

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30.4.17

[CEC] Tema de redação 10


IDENTIFICAÇÃO: Tema de redação 10

No dia 28 de abril, em todo o Brasil, milhares de pessoas se reuniram numa greve geral com o objetivo de protestar frente reformas aprovadas e por aprovar pelo Governo Federal. Foram verificadas paralisações em quase todas as grandes cidades do país, assim como manifestações em municípios com menor número de habitantes. A imprensa cobriu grande parte das manifestações.

Nas redes sociais foi possível verificar manifestações de internautas, satisfeitos ou não com os protestos. Alguns alertavam para o perigo de se perder direitos históricos conquistados pelos trabalhadores ao longo dos anos. Outros, por sua vez, questionavam os reais motivos da paralisação, bem como provocavam se era legítimo um protesto que impedia o “direito de ir e vir” da população. Um consenso, no entanto, é: pouca gente ficou indiferente ou não foi afetada pela greve geral.

Diante disso – e a partir dos textos de apoio abaixo – construa um texto dissertativo-argumentativo padrão ENEM com o seguinte tema: “As greves são formas legítimas de protesto no Brasil atual?”

Para acessar os textos de apoio, clique nas imagens abaixo. 

Texto 1.




Texto 2.




Texto 3.



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23.4.17

[CEC] Tema de redação 9


IDENTIFICAÇÃO: Tema de redação 9

TEXTOS DE APOIO

TEXTO 1.

Os fatores determinantes do envelhecimento, a nível da população de um país, são, fundamentalmente, ditados pelo comportamento de suas taxas de fertilidade e, de modo menos importante, de suas taxas de mortalidade. Para que uma população envelheça, é necessário, primeiro, que haja uma queda da fertilidade; um menor ingresso de crianças na população faz com que a proporção de jovens, na mesma, diminua. Se, simultânea ou posteriormente, há também uma redução das taxas de mortalidade (fazendo com que a expectativa de vida da população, como um todo, torne-se maior), o processo de envelhecimento de tal população torna-se ainda mais acentuado. Tal processo é dinâmico, estabelece-se cm etapas sucessivas e é, comumente, conhecido como “transição epidemiológica ou demográfica”. (…)

O envelhecimento da população brasileira é um fato irreversível, e que deverá se acentuar, no futuro próximo imediato. O impacto desta nova “ordem demográfica” é imenso — sobretudo, quando se observa que os fatores associados ao subdesenvolvimento continuarão se manifestando por um tempo difícil de ser definido. Não estamos, portanto, diante de uma situação como a europeia quando o envelhecimento de suas populações ocorreu, a maioria dos países europeus já apresentava níveis socieconômicos que proporcionavam, a grande parte de suas populações, condições de vida satisfatórias. Com isso, os problemas consequentes ao envelhecimento populacional puderam ser encarados como prioritários. Nem por isso tem sido fácil resolvê-los. O desafio para nós é, portanto, considerável. O envelhecimento de nossa população está se processando em meio a condições de vida, para parcelas imensas da população, ainda muito desfavoráveis. O idoso não é uma prioridade, como pode ser visto nos países industrializados. No entanto, eles estão aí para ficar e em proporções crescentes, passando de 6% da população, em 1980, para mais de 13% previstos para o início do Século XXI.

(…)

O envelhecimento da população brasileira necessita, de imediato, de um diagnóstico de saúde a níveis nacional e regional, que possa conduzir a propostas realistas. As intervenções que daí surgirem, deverão então, ser avaliadas e redirigidas. Há uma necessidade premente de métodos inovadores e imaginativos, que possam contribuir para uma atenção ao idoso, em bases humanísticas e, ao mesmo tempo, compatíveis com a realidade socioeconômica do país. O objetivo final deve ser sempre a manutenção, na comunidade, do maior número possível de idosos, contribuindo, ativamente, para ela, e mantendo seu grau de autonomia (e dignidade) pelo maior tempo possível. Este debate se impõe, de imediato, para quantos possam estar interessados em Saúde Pública, em nosso país.

(Adaptado de KALACHE, A. Cad. Saúde Pública, vol.3, n.3, 1987)

TEXTO 2.

O documento completo pode ser visualizado através deste link: Envelhecimento da população Brasileira: aspectos gerais. -http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/outraspub/envelhecimento/Env_p25a56.pdf

Tabela





TEXTO 3.

De início chama a atenção a continuada redução do tamanho absoluto da população menor de 15 anos, e, como consequência, o declínio de sua participação relativa. Os jovens, que nos anos 90 eram quase 50 milhões e representavam 31,8% da população brasileira, passam a apresentar taxas de crescimento negativas, de tal forma que, em 2020, seriam 43,1 milhões (21,5% do total nacional) e, 35,8 milhões, em 2050 (17,2% do contingente humano do Brasil). (…)

A redução da população jovem agudiza as questões relacionadas à previdência social, principalmente aquelas relacionadas a como as menores gerações futuras, nascidas sob os baixos níveis de fecundidade, se comportarão frente ao pacto social de financiarem as demandas postas pelas muito numerosas gerações anteriores, nascidas quando os níveis de fecundidade eram elevados.

(Adaptado de MOREIRA, M.M. Envelhecimento da população Brasileira: aspectos gerais. In: http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/outraspub/envelhecimento/Env_p25a56.pdf. Acesso em 31/10/2016)


A partir dos textos de apoio e de seus conhecimentos, elabore texto dissertativo-argumentativo com o seguinte tema: Os desafios sociais em relação ao envelhecimento da população brasileira.

Tema retirado originalmente do site Escrever on line. 

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15.4.17

[CEC] Tema de redação 8



IDENTIFICAÇÃO: Tema de redação 8

TEXTOS DE APOIO:

Texto 1.

A ciência mais imperativa e predominante sobre tudo é a ciência política, pois esta determina quais são as demais ciências que devem ser estudadas na pólis. Nessa medida, a ciência política inclui a finalidade das demais, e, então, essa finalidade deve ser o bem do homem.

Aristóteles. Adaptado.

Texto 2.

O termo “idiota” aparece em comentários indignados, cada vez mais frequentes no Brasil, como “política é coisa de idiota”. O que podemos constatar é que acabou se invertendo o conceito original de idiota, pois a palavra idiótes, em grego, significa aquele que só vive a vida privada, que recusa a política, que diz não à política.
Talvez devêssemos retomar esse conceito de idiota como aquele que vive fechado dentro de si e só se interessa pela vida no âmbito pessoal. Sua expressão generalizada é: “Não me meto em política”.

M. S. Cortella e R. J. Ribeiro, Política – para não ser idiota. Adaptado.

Texto 3.

FILHOS DA ÉPOCA

Somos filhos da época
e a época é política.
Todas as tuas, nossas, vossas coisas
diurnas e noturnas,
são coisas políticas.
Querendo ou não querendo,
teus genes têm um passado político,
tua pele, um matiz político,
teus olhos, um aspecto político.
O que você diz tem ressonância,
o que silencia tem um eco
de um jeito ou de outro, político.
(...)

Wislawa Szymborska, Poemas.

Texto 4

As instituições políticas vigentes (por exemplo, partidos políticos, parlamentos, governos) vivem hoje um processo de abandono ou diminuição do seu papel de criadoras de agenda de questões e opções relevantes e, também, do seu papel de propositoras de doutrinas. O que não significa que se amplia a liberdade de opção individual. Significa apenas que essas funções estão sendo decididamente transferidas das instituições políticas (isto é, eleitas e, em princípio, controladas) para forças essencialmente não políticas primordialmente as do mercado financeiro e do consumo. A agenda de opções mais importantes dificilmente pode ser construída politicamente nas atuais condições. Assim esvaziada, a política perde interesse.

Zygmunt Bauman. Em busca da política. Adaptado.

Texto 5


Clique para ampliar

Os textos aqui reproduzidos falam de política, seja para enfatizar sua necessidade, seja para indicar suas limitações e impasses no mundo atual. Reflita sobre esses textos e redija uma dissertação, na qual você discuta as ideias neles apresentadas, argumentando de modo a deixar claro o seu ponto de vista sobre o tema Participação política: indispensável ou superada?

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9.4.17

[CEC] Tema de redação 7





Um tema bastante polêmico é a desmilitarização da Polícia Militar no Brasil. Quando esse assunto é levantado numa conversa, pensamos, automaticamente, em uma polícia sem armas, já que militarização é, para muitos, armamento. Mas, como assim? Num país como o nosso, sobretudo em nosso estado, onde a violência é cada vez mais crescente, como abrir mão de uma força armada? Não ficaríamos ainda mais nas mãos de bandidos?

O debate, no entanto, não é tão superficial assim. Existem outras abordagens e é isso que os textos e vídeos de apoio tentarão fazer: levantar questões favoráveis e desfavoráveis sobre o tema da desmilitarização.

É justo mencionar que a escolha de alguns dos textos de apoio utilizados aqui foi realizada originalmente pelo Portal Projeto Redação. Logo, o que fiz foi uma adaptação e a adição de alguns vídeos.

Você não tem prazo para entregar o texto, mas deve ficar atento às orientações das últimas aulas, já que a correção levará em conta, a partir de agora, todas as instruções debatidas em sala. Boa sorte!


TEXTO 1 – O que significa desmilitarizar?

O debate no Brasil, hoje, se divide entre os que são a favor da total desmilitarização, unificando as polícias, ou criando uma nova; os que desmilitarizariam, mas acreditam ser necessária a existência de diversas polícias separadas e com objetivos específicos; e os que defendem o modelo atual, apostando em saídas como um melhor treinamento e integração visando resultados menos negativos para a imagem dos órgãos de segurança do país.

O que significa desmilitarizar?

As forças de segurança no Brasil são as nacionais Polícia Federal, Rodoviária e Ferroviária, e as estaduais Militar, responsável pelo policiamento ostensivo (rondas) e de preservação da ordem (abordagem e encaminhamento para delegacia), e a Civil, que cuida da parte investigativa e judiciário (encaminhamento de inquérito, por exemplo). A Polícia Militar não tem o título por acaso. Sua raiz é de fato militar, e seu objetivo mais comum, no mundo, é o de funcionar como uma corporação de reserva das Forças Armadas, para atuar no interior do país em situações de guerra ou conflito. Isso implica que a sua formação histórica é diferente dos agentes civis, assim como a sua formação, seus títulos de hierarquia (capitão, tenente, coronel e major), código penal e objetivos.

O vereador Coronel Camilo ouviu às reivindicações, mas prefere ver a coisa toda de um ponto de vista mais prático (...)

“O regime militar é para controlar pessoas que tem o poder de tirar vidas. Por isso submeter à duas justiças, civil e militar (que no código prevê inclusive pena de morte). Hierarquia e disciplina são fundamentais para o controle de um efetivo que é maior do o próprio Exército e é treinado em combate diariamente”, diz o coronel. (...) Para o militar, casos com o do pedreiro morador da favela da Rocinha Amarildo mostram não um defeito do caráter militar da corporação, mas sim de desvios de atuação de policiais e violação de direitos humanos, que devem ser punidos. “Da mesma forma, há desrespeito à vida em delegacias, por civis e não por militares. A hierarquia e ética militar, pelo contrário, ajuda na prevenção disso”, opina. “Por mais que a entrada na corporação seja rigorosa, é inevitável que um ou outro acabe se desvinculando.”

http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2017/02/desmilitarizacao-e-o-melhor-modelo-para-policia-brasileira.htm



TEXTO 2 – Maioria foi contra a PEC/51 em pesquisa do Portal de Notícias do Senado


Disponível em http://www.adepolsc.org.br/noticias/maioria-foi-contra-a-pec51-em-pesquisa-do-portal-de-noticias-do-senado


TEXTO 3 – Desmilitarização da polícia? Um bate-papo com Túlio Vianna (#Pirula 198)



Você pode, se quiser, assistir a outras aulas e participações do Professor Túlio Vianna no You Tube, como esta aula pública sobre Desmilitarização. Outras estão nos vídeos relacionados e são fáceis de localizar.

TEXTO 4 – A quem interessa a Desmilitarização das Polícias no Brasil e por que?


Você pode, também, encontrar outros vídeos contrários à desmilitarização no You Tube nos vídeos relacionados.

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30.3.17

[CEC] Tema de redação 6


TEMA 6

A partir da leitura dos subsídios abaixo, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema da redação. Apresente proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

ATENÇÃO: Utilize a Folha de Redação para o seu texto definitivo. Nela, não esqueça de mencionar o número do Tema de Redação, neste caso, tema 6. 



Fragmento 1. 

Capa do Portal de Notícias Globo.com, em 08/03/2017 (disponível em http://www.globo.com Acesso em 08 mar. 2017)

Acima pode verificar a primeira página de um grande portal de notícias do Brasil no dia 8 de maço de 2017, lembrado como “Dia Internacional da Mulher”.


Fragmento 2.

Por que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher?
(Adp. Revista Nova Escola. Disponível em https://novaescola.org.br/conteudo/ 301/por-que-8-de-marco-e-o-dia-internacional-da-mulher Acesso em 08 mar. 2017)

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

"O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países", explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

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18.3.17

[UNIRIO] Revisão para AP1 2017.1 História Antiga e História Medieval

Amigos:

Em face aos últimos e lamentáveis acontecimentos que impedirão a revisão para a AP1 2017.1 de História Antiga e Medieval, disponibilizo abaixo um esquema-resumo com tópicos que merecem atenção durante a leitura para a avaliação da próxima semana.

O mapa mental é animado, ou seja, gera uma apresentação, mas é importante saber que ele não é cronológico. Dessa maneira, não é o mais importante que aparece primeiro; é apenas uma questão de organização gráfica. Vocês podem, então, dar play no esquema e visualizar a animação (seja nessa tela, dentro do site, ou em tela cheia – basta procurar o botão referente na animação, geralmente no canto inferior direito da animação) ou visualizarem todo o documento de modo estático, passando as fases animadas.

No final das animações existe uma caixa de mensagens que pode – e deve – ser utilizada para debate ou apresentação de dúvidas.

Abraços a todos.



HISTÓRIA ANTIGA


HISTÓRIA MEDIEVAL

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16.3.17

Agência Brasil de notícias

Amigos:

Uma das dicas mais importantes para a composição da Redação no ENEM é a atualização quanto às notícias. Ficar ligado em tudo o que acontece no Brasil e no mundo é fundamental para criar textos bem pontuados.

Um dos sites mais indicados para leitura de notícias é a Agência Brasil. Na página vocês poderão acompanhar notícias importantes além de realizar um cadastro na Central de Conteúdos, onde poderão filtrar o que julgarem mais importante. Portanto, acessem http://agenciabrasil.ebc.com.br/

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11.3.17

[CEC] Quiz sobre atualidades para Estudos Orientados

Todos sabemos que para realizar uma boa redação é necessário ficar atento aos noticiários e antenado ao que acontece no mundo. Este quiz avaliará seu grau de conhecido sobre o que acontece no Brasil e no mundo atualmente.

Focado em questões do final de 2016 e início de 2017, é composto por vinte perguntas com valor de 1 (um) ponto cada. Cada questão pode ser respondida em até 2 (dois) minutos. Você terá acesso, ao final, ao total de pontos (20 pontos possíveis) obtidos.



Quiz criado por Fernando Nunes com GoConqr

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5.3.17

[UNIRIO] Critérios e base de correções para as ADs1

2017.1

Prezados alunos(as) da UNIRIO,

Quanto aos critérios de correção e as bases de respostas para as ADs 1, tanto de História Antiga, quanto de História Medieval, seguem os parâmetros adotados na atribuição das notas além de alguns poucos comentários sobre dos trabalhos recebidos.

Antes de qualquer comentário, gostaria que todos compreendessem a avaliação como processo de aprendizagem, ou seja, um caminho a ser percorrido até o final do curso. Localizamos muita subjetividade nas Ciências Humanas, sobretudo na História, o que torna a avaliação bastante complexa. Por isso, tenham os feedbacks enviados por mim de forma privada a cada um, como sugestões que visam o engrandecimento. E mais: quando apontam problemas ou erros, ocorrem no sentido da torcida pela superação e na compreensão desses erros que, claro, fazem parte de qualquer caminhada acadêmica.

HISTÓRIA ANTIGA

Por se tratar de questão mais lúdica, volta à prática docente, a avaliação girou em torno de três aspectos revelados anteriormente durante as tutorias presenciais. Convencionamos que a nota seria particionada da seguinte maneira:

Relevância do vídeo escolhido: até 3,0 pontos
Neste quesito, a avaliação se daria a partir da relevância para a proposta de aula de História Antiga. Sendo assim, o vídeo precisaria possuir, obrigatoriamente, alguma pauta para a temática da disciplina. Ocorre que alguns alunos abriram mão desse importante aspecto. Estamos, obviamente, estudando a Antiguidade; assim, as ADs giram em torno dessa temática.

Viabilidade da proposta de aula: até 5,0 pontos

Esta foi, certamente, a parte mais importante da atividade, uma vez que a escolha do vídeo é relativamente fácil. O aluno precisaria, então, propor atividade relevante e viável para a exibição escolhida. A grande maioria conseguiu propor atividades substanciais, mas algumas tinham pouca viabilidade. Era fundamental, também, informar o segmento onde a atividade seria realizada, uma vez que existem vídeos para todas as faixas escolares disponíveis no YouTube.

Composição textual: até 2,0 pontos

Mesmo com baixa pontuação, era fundamental a composição de um bom texto, de nível superior. Aqui, levei em conta uso da norma da Língua Portuguesa, argumentação, citações etc.

Alguns problemas comuns verificados em Antiga

- Uso de vídeos de aulas de terceiros. A proposta da AD consistia na escolha de um vídeo que ilustrasse a sua possível aula. Logo, trazer à sala um vídeo de outra aula de História pareceu-me inadequado. Obviamente os vídeos trazem mais “luz” à didática, mas essas ferramentas não podem ser usadas simplesmente por usar;

- Vídeo longos. Não foram descontados pontos nesse quesito, mas é um fundamental que o Professor tenha esse timing. Levar um vídeo sobre a Grécia, por exemplo, com 56 minutos de duração para a sala de aula é abdicar do seu tempo de aula (geralmente só 50 minutos). Ora, o vídeo é uma parte da aula, não a totalidade dela;

- Vídeos enfadonhos. Tendem entender esse quesito da seguinte maneira: se você escolhe “por escolher” um vídeo onde o próprio narrador parece desmotivado com o tema, saiba que seu aluno não embarcará nessa. É fundamental, na nossa época, algo que interaja, que movimente, que saia do lugar comum... Fora que a adoção desses vídeos com um texto progressista didaticamente é incoerência, ou seja, a argumentação textual não casa com a escolha do material (a não ser que ele seja objeto de crítica em aula).

HISTÓRIA MEDIEVAL

A AD já apresentava pontuação dividida, sendo de até 5,0 pontos para cada uma das duas questões. Assim, quando tratei de avaliar a questão 1, levei em consideração se o quadro cronológico apresentava os principais eventos da História dos Bizantinos e Muçulmanos no período estabelecido pelo enunciado da questão. Já na questão 2, levei em consideração a citação das contribuições para o Ocidente das duas civilizações.



Alguns problemas verificados em Medieval

- O quadro cronológico não precisava ser, necessariamente, um quadro, mas precisava conter eventos históricos chaves. Ora, se não há citação sobre a Hégira, por exemplo, no século VII, a questão 1 está deficitária;

- Na questão 2 não bastava listar heranças. É de bom tom que um aluno de História, num curso superior, saiba refletir, analisar, interligar e avaliar o legado histórico.

Alguns problemas gerais quando à composição textual (História Antiga e Medieval)

- É imprescindível que, antes do envio, o aluno revise o texto. Há textos com problemas sérios de grafia de palavras, trechos mal compostos etc. Em algumas partes, a composição textual inadequada inviabilizava a afirmação histórica, ou seja, era perceptível que o aluno sabia sobre o quê escrevia, mas escrevia mal e conseguia dar o sentido oposto às suas ideias.

- É necessário, claro, identificar os arquivos com seu nome no campo do texto;

- É necessário sinalizar quando se responde a questão 1 ou a questão 2. Há textos que elas se misturaram.



Abraços a todos.

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1.3.17

[CEC] 8º ano - Treino para a primeira avaliação

Amigos do oitavo ano do CEC:

Em breve realizaremos nossa primeira avaliação escrita, individual e sem consulta. O conteúdo será disponibilizado em sala, mas já deixo um quiz para treinamento para auxiliar vocês. Não é uma atividade obrigatória, mas saiba que ele pode ajudar muito. É possível realizar o teste várias vezes, mas repare que existe um tempo de 3 minutos para responder cada questão. Todas valem 5 pontos e totalizam 40 pontos, assim como acontecerá na prova.

Realizado o teste, compartilhe seus resultados comigo =)

Quiz criado por Fernando Nunes com GoConqr

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[CEC] 6º ano - Treino para a primeira avaliação

Amigos do sexto ano do CEC:

Em breve realizaremos nossa primeira avaliação escrita, individual e sem consulta. O conteúdo é muito fácil! Vocês já têm o livro como auxílio (é fundamental ler o capítulo da matéria) e o esquema do seu caderno. Além disso, disponibilizo agora um quiz para treinamento. Vocês não são obrigados a fazer este teste, mas saibam que ele pode ajudar muito. Vocês também podem fazer quantas vezes quiser, mas reparem que existe um tempo de 3 minutos para responder cada questão. Todas valem 5 pontos e totalizam 40 pontos, assim como acontecerá na prova.

Realizado o teste, compartilhe seus resultados comigo =)

Quiz criado por Fernando Nunes com GoConqr

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24.2.17

[CEC] Tema de redação 2




No descanso da folia, proponho, de leve, a confecção de uma redação com tema livre. Vocês poderão escolher um tema de preferência para produzir texto dissertativo-argumentativo nos moldes da redação ENEM. Nesse caso, como não existirão textos de apoio, é importante que, antes de iniciar, vocês deixem claro qual o tema escolheram.

O prazo para entrega desta redação para correção corre até o dia 10/03. Como não foram entregues folhas de texto a tempo, os textos poderão ser entregues em folhas avulsas desta vez.

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21.2.17

[CEC] Tema de redação



IDENTIFICAÇÃO: Tema de redação 3
Clique aqui se quiser fazer o download da folha de redação padrão.


A partir da leitura do trecho abaixo, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema da redação. Apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Resposta à pergunta: O que é Esclarecimento?
Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de servir-se de seu próprio entendimento sem direção alheia. O homem é o próprio culpado dessa menoridade quando ela não é causada por falta de entendimento mas, sim, por falta de determinação e de coragem para servir-se de seu próprio entendimento sem a tutela de um outro. Sapere aude!** Ousa fazer uso de teu próprio entendimento! Eis o lema do Esclarecimento. A preguiça e a covardia são as causas de que a imensa maioria dos homens, mesmo depois de a natureza já os ter libertado da tutela alheia, permaneça de bom grado a vida inteira na menoridade.
É por essas mesmas causas que, com tanta facilidade, outros homens se colocam como seus tutores. É tão cômodo ser menor. Se tenho um livro que faz as vezes de meu entendimento, se tenho um diretor espiritual que assume o lugar de minha consciência, um médico que por mim escolhe minha dieta, então não preciso me esforçar. Não tenho necessidade de pensar, se é suficiente pagar. Outros se encarregarão, em meu lugar, dessas ocupações aborrecidas.
A imensa maioria da humanidade considera a passagem para a maioridade, além de difícil, perigosa, porque aqueles tutores de bom grado tomaram-na sob sua supervisão. Depois de terem, primeiramente, emburrecido seus animais domésticos e impedido cuidadosamente essas dóceis criaturas de darem um passo sequer fora do andador de crianças em que os colocaram, seus tutores mostram--lhes, em seguida, o perigo que é tentarem andar sozinhos. Ora, esse perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam muito bem a andar, finalmente, depois de algumas quedas. Basta uma lição dessetipo para intimidar o indivíduo e deixá-lo temeroso de fazer novas tentativas.
Immanuel Kant
* Para o excerto aqui apresentado, foram utilizadas as traduções de Floriano de Sousa Fernandes, Luiz Paulo Rouanet e Vinicius de Figueiredo.
** Sapere aude: cit. lat. de Horácio, que significa “Ousa saber”.

Estes são os parágrafos iniciais de um célebre texto de Kant, nos quais o pensador define o Esclarecimento como a saída do homem de sua menoridade, o que este alcançaria ao tornar-se capaz de pensar de modo livre e autônomo, sem a tutela de um outro. Publicado em um periódico, no ano de 1784, o texto dirigia-se aos leitores em geral, não apenas a especialistas.

Em perspectiva histórica, o Esclarecimento, também chamado de Iluminismo ou de Ilustração, consiste em um amplo movimento de ideias, de alcance internacional, que, firmando-se a partir do século XVIII, procurou estender o uso da razão, como guia e como crítica, a todos os campos da atividade humana. Passados mais de dois séculos desde o início desse movimento, são muitas as interrogações quanto ao sentido e à atualidade do Esclarecimento.

Com base nas ideias presentes no texto de Kant, acima apresentado, e valendo-se tanto de outras informações que você julgue pertinentes quanto dos dados de sua própria observação da realidade, redija uma dissertação, na qual você exponha o seu ponto de vista sobre o tema: O homem saiu de sua menoridade?

Para que sua redação seja corrigida é necessário entregá-la dentro do prazo (até o dia 24/03) em folha padrão disponibilizada por mim durante as aulas (ou baixe, clicando aqui).

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[CEC] Composição do quadro de estudos



Os exames que garantem acesso às Universidades no país são os pesadelos da maioria dos alunos que concluem o Ensino Médio. A ideia de testar o conhecimento acumulado durante toda a vida escolar em apenas um momento tira o sono dos estudantes, dos pais, dos amigos... No entanto, algumas providências podem ser tomadas desde as primeiras séries do Ensino Médio para que o estresse gerado pela concorrência às vagas seja diminuído e o objetivo com a aprovação seja alcançado.

O ideia aqui é ajudar você na organização dos estudos, com a ressalva de que não existe forma infalível para o sucesso. No entanto, conhecemos maneiras de ajudá-lo a organizar e aproveitar melhor seu tempo dentro e fora da sala de aula.

A aprovação no Vestibular/ENEM começa muito antes da data da prova (e muito antes do terceiro ano do Ensino Médio). Fazer todas as tarefas passadas para casa e reler a matéria dada em aula são algumas das medidas que você não pode deixar de lado. Também não deixe em segundo plano a valorosa ajuda de seus professores. Eles sempre podem fornecer materiais alternativos, textos de apoio ou ajudá-lo com uma explicação extra sobre a matéria que você tem maior dificuldade. Conte também com a ajuda dos colegas; eles “falam a sua língua” e podem ajudar. E se você tem bom desempenho em determinada matéria, disponibilize um tempo para auxiliar seus amigos. Também aprendemos ensinando!

Aprendendo a estudas

Estudar não precisa – e não pode – ser uma tarefa penosa.

Mesmo que você atribua graus de importância a determinadas disciplinas, não deve abrir mão de nenhuma outra. Todo aluno tem, obviamente, mais facilidade ou interesse por uma matéria. Uns gostam mais de cálculos; outros preferem a construção de textos... Isso é absolutamente normal. No entanto, o mundo contemporâneo exige do profissional recém-formado uma concepção ampla. É de extrema importância, por exemplo, que um engenheiro escreva com clareza e objetividade seus relatórios de avaliação de uma construção; um piloto de avião precisa falar duas ou três línguas; um músico precisa conhecer a história da arte etc. Não caia no erro primário de achar que determinada matéria não “serve para nada”.

Estudar requer entusiasmo, ambição e dedicação. Ninguém aprende uma fórmula ou regra sem vontade. O cérebro humano precisa ser exercitado constantemente para que não apague informações. Seu êxito começa quando você descobre a importância do conhecimento em sua vida. Acredite: quando você estuda com prazer e compreende a utilidade do aprendizado, já percorreu metade do caminho que leva à Universidade.

Para tentar ajudá-lo na preparação de uma rotina de estudos, disponibilizei um quadro com sugestões de horários para atividades fora da escola. Lembre-se: é fundamental estudar em casa. Não há nada que não se possa aprender com um pouco mais de estudo. Obviamente o quadro de horários é uma sugestão. Deve, por isso, ser adaptado à sua realidade.

Nesse primeiro momento, construa esse quadro da seguinte maneira:

1. Defina seu objetivo. Se você já tem em mente que curso quer seguir, estabeleça metas para alcançá-lo. Você faz isso lendo sobre a carreira, pesquisando o que se estuda no curso, quanto tempo leva para ser formar etc. Mas se você ainda não tem nada em mende (coisa muito normal, não se desespere!) procure construir pelo menos um macro campo de interesse, ou seja, descubra aquilo que te atrai e faça recortes ao longo do tempo. Por exemplo: eu gosto de ciências humanas, mas excluo geografia da lista de interesses.

2. Descubra quais são as matérias mais importantes para sua trajetória. Se já tem em mente o curso, pesquise quais as disciplinas são mais exigidas. Por exemplo: para medicina, é fundamental estudar – e gostar – de Química e Biologia. Logo, essas disciplinas precisam de um reforço.

3. Descubra quais são seus pontos fortes. Quais disciplinas você tem mais sucesso? Isso não significa ter, necessariamente, maior nota no boletim. Trabalhamos com a ideia de que a aprendizagem significativa acontece independente da valoração que conseguimos em avaliações escritas. Facilidade na disciplina significa, então, prazer em aprender determinada matéria. Ensine! Isso é ótimo para reforçar sua autoestima e seu aprendizado!

4. Mapeie, também, seus pontos fracos. Isso é importante para saber onde dar mais atenção. Se não gosto de matemática, devo buscar novas formas de para estudar a disciplina e não deixá-la de lado ou desistir de aprender. Busque novas linguagens, novos apoios; tire dúvidas sempre com os professores ou com os colegas que dominam o conteúdo.

Diante de tudo isso, entenda que seu objetivo deve caminhar junto com a felicidade. Objetive aquilo que te faz – e te fará – feliz. Reconhecimentos sociais e financeiros virão com o tempo, mas estar feliz no seu campo é fundamental! Lembre-se também que seus objetivos devem possuir “recompensas sociais”, ou seja, qualquer que seja a sua profissão escolhida, procure doar um pouco do conhecimento adquirido à sociedade. Isso pode, inclusive, começar desde já!

Continuamos conversando durante as aulas.

Para baixar o quadro de horários pronto, com minhas sugestões de horários, clique aqui (versão em PDF);
Para baixar o quadro de horários para ser e editado por você, com base nos seus horários, clique aqui (versão em Word).

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18.2.17

7.2.17

[UniRio] Subsídios para as aulas de 11/02 - História Antiga e Medieval



História Antiga.

Centraremos nosso debate de sábado na ideia da concepção do espaço geográfico grego. Isso é, inclusive, parte do texto da aula, já disponível na plataforma, onde o título empregado é “O espaço grego e a ocupação humana”.

Em linhas gerais, o aluno deve perceber que a aula trata da identidade do grego, que supera, em determinados momentos, o pertencimento geográfico a um território (no caso, o grego), faz uma análise, posteriormente, à geografia da Grécia e, por fim, parte para uma periodização do desenvolvimento grego, baseada na obra de M. Finley.

É importante que o aluno tenha, também, a leitura do texto de apoio disponibilizado na Plataforma, cujo título é: “Os sentidos da itinerância dos Aedos Gregos”, de Alexandre Santos de Moraes.

História Medieval.

Em Medieval, continuarem o debate sobre o livro de Baschet, agora em seu segundo capítulo. A ideia central dessa parte é focar no Reino dos Francos, sua conversão e expansão. Também é interessante notar que permanece o debate que tenta desvincular a ideia de “atraso” à Idade Média. Um bom argumento aparece logo na pequena introdução do capítulo, que Baschet intitula de Renascimento Carolíngio.

Outra parte importante e que merece nossa atenção está na veiculação do esplendor islâmico e sua caracterização.

Sugiro que tentem resolver os questionamentos feitos para a aula e disponíveis na Plataforma. Eles são, de certa forma, o norte do capítulo.

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[CEC] Exemplos de redações nota 1000

Amigos:

Um primeiro complemento às nossas aulas de Estudos Orientados com ênfase na produção de redações e com vistas ao ENEM será a exemplificação de textos que mereceram, por parte da Banca Examinadora, nota máxima, ou seja, nota 1000.

No ano de 2015, o ENEM solicitou como tema "Publicidade infantil em questão no Brasil". Abaixo temos alguns textos retirados no Portal de notícias G1 – Educação: (acesso os outros textos clicando aqui)

Redação 1, de Antônio Ivan Araújo, do Ceará


A publicidade infantil movimenta bilhões de dólares e é responsável por considerável aumento no número de vendas de produtos e serviços direcionados às crianças. No Brasil, o debate sobre a publicidade infantil representa uma questão que envolve interesses diversos. Nesse contexto, o governo deve regulamentar a veiculação e o conteúdo de campanhas publicitárias voltadas às crianças, pois, do contrário, elas podem ser prejudicadas em sua formação, com prejuízos físicos, psicológicos e emocionais.
Em primeiro lugar, nota-se que as propagandas voltadas ao público mais jovem podem influir nos hábitos alimentares, podendo alterar, consequentemente, o desenvolvimento físico e a saúde das crianças. Os brindes que acompanham as refeições infantis ofertados pelas grandes redes de lanchonetes, por exemplo, aumentam o consumo de alimentos muito calóricos e prejudiciais à saúde pelas crianças, interessadas nos prêmios. Esse aumento da ingestão de alimentos pouco saudáveis pode acarretar o surgimento precoce de doenças como a obesidade.
Em segundo lugar, observa-se que a publicidade infantil é um estímulo ao consumismo desde a mais tenra idade. O consumo de brinquedos e aparelhos eletrônicos modifica os hábitos comportamentais de muitas crianças que, para conseguir acompanhar as novas brincadeiras dos colegas, pedem presentes cada vez mais caros aos pais. Quando esses não podem compra-los, as crianças podem ser vítimas de piadas maldosas por parte dos outros, podendo também ser excluídas de determinados círculos de amizade, o que prejudica o desenvolvimento emocional e psicológico dela.
Em decorrência disso, cabe ao Governo Federal e ao terceiro setor a tarefa de reverter esse quadro. O terceiro setor – composto por associações que buscam se organizar para conseguir melhorias na sociedade – deve conscientizar, por meio de palestras e grupos de discussão, os pais e os familiares das crianças para que discutam com elas a respeito do consumismo e dos males disso. Por fim, o Estado deve regular os conteúdos veiculados nas campanhas publicitárias, para que essas não tentem convencer pessoas que ainda não têm o senso crítico desenvolvido. Além disso, ele deve multar as empresas publicitárias que não respeitarem suas determinações. Com esses atos, a publicidade infantil deixará de ser tão prejudicial e as crianças brasileiras poderão crescer e se desenvolver de forma mais saudável.

Redação 2, de Lucas Almeida Francisco, de Sergipe


A publicidade infantil tem sido pauta de discussões acerca dos abusos cometidos no processo de disseminação de valores que objetivam ao consumismo, uma vez que a criança, ao passar pelo processo de construção da sua cidadania, apropria-se de elementos ao seu redor, que podem ser indesejáveis à manutenção da qualidade de vida.
O sociólogo Michel Foucault afirma que 'nada é político, tudo é politizável, tudo pode tornar-se político'. A publicidade politiza o que é imprescindível ao consumidor à medida que abarca a função apelativa associada à linguagem empregada na disseminação da imagem de um produto, persuadindo o público-alvo a adquiri-lo.
Ao focar no público infantil, os meios publicitários elencam os códigos e as características do cotidiano da criança, isto é, assumem o habitus – conceito de Pierre Bourdieu, definido como 'princípios geradores de práticas distintas e distintivas' – típico dessa faixa etária: o desenho animado da moda, o jogo eletrônico socialmente compartilhado, o brinquedo de um famoso personagem da mídia, etc.
Por outro lado, a criança necessita de um espaço que a permita crescer de modo saudável, ou seja, com qualidade de vida. Os abusos publicitários afetam essa prerrogativa: ao promoverem o consumo exarcebado, causam dependência material, submetendo crianças a um círculo vicioso de compras, no qual, muitas vezes, os pais não podem sustentar. A felicidade é orientada para um produto, em detrimento de um convívio social saudável e menos materialista.
De modo a garantir o desenvolvimento adequado da criança e diminuir os abusos da publicidade, algumas medidas devem ser tomadas. O governo deve investir em políticas públicas que atuem como construtoras de uma 'consciência mirim', através de meios didáticos a fomentar a imaginação da criança, orientando-a na recepção de informações que a cercam. Em adição, os pais devem estar atentos aos elementos apropriados pelos seus filhos em propagandas, estimulando o espírito crítico deles, a contribuir para a futura cidadania que os espera.

Uma boa tarefa que vocês podem realizar é verificar quais são os pontos fortes desses textos. Por exemplo: na Redação 2, percebam que o candidato tem (ou deixa transparecer que tem) uma quantidade considerável de leituras sobre Sociologia. Aproveitou-se do tema, portanto, e fez um texto interdisciplinar, trabalhando e alinhando alguns conceitos à proposta. Essa é uma grande sacada que eleva de forma considerável a pontuação do aluno.

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4.2.17

31.1.17

[UniRIO] Subsídios para as aulas de 04/02 - História Antiga e Medieval

História Antiga

- Ler e analisar a Aula 1 do material. Trata-se de uma introdução ao ensino de História Antiga. Geralmente textos complementares serão sugeridos ao longo das unidades. Não há muito problema, nesse momento, caso você ainda não possua o livro. (Lembrando que ele está disponível, em PDF, na Plataforma).

História Medieval

- Leitura do capítulo 1 do livro “Civilização feudal” (Cf. BASCHET, Jérôme. A civilização feudal: do ano mil à colonização da América. São Paulo, Globo) já disponível na plataforma: (após fazer o log in, acessar: http://graduacao.cederj.edu.br/ava/mod/resource/view.php?id=45702 ). Trata-se do capítulo 1, cujo título é “Gênese da sociedade cristã: a alta Idade Média”.

- Como no capítulo estudado há um debate historiográfico sobre o fim da escravidão em Roma Imperial, algumas tendências estarão expostas livro. Para tentar clarear – e adiantar – alguma dúvida, sugiro uma rápida leitura ao artigo do Professor José D’Assunção Barros, “O que é uma “escola” na historiografia? – Um paralelo com a Filosofia” Eis o resumo:


Este artigo tem como objetivo discutir o conceito de "escola" na historiografia, abordando suas implicações e seus desdobramentos, e contrastando esse conceito em relação a outros, normalmente, utilizados para constituir a identidade teórica dos historiadores. Um paralelo com a Filosofia, evocando exemplos pertencentes tanto a esta área de estudos como também à historiografia, é o caminho aqui empregado para melhor delimitar o conceito de "escola".
Palavras-chave: Annales; Historiografia; História serial; História quantitativa.

- Produção de respostas (opcional e sem necessidade de entrega ou envio) da atividade sugerida na Plataforma, a saber:

1- Explique a relativização da expressão "invasões bárbaras" feita por Baschet.
2- Sistematize a discussão historiográfica sobre o fim da escravidão produtiva. Observe que vários autores discordam com relação ao por que, quando e como esse tipo de escravidão acabou.
3- Analise o processo de cristianização dos povos pagãos, seus agentes e estratégias.


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14.1.17

[Diário da Liberdade] Quem são os pós-modernos e por quais motivos lutam contra eles os marxistas

Existe uma atual discussão sobre noções da pós-modernidade. Muito embora esses debates se resumam ao conceito de “pós-moderno”, parece que o termo também ganhou a função de “coringa”, ou seja, serve a qualquer proposta alternativa que possa se sustentar frente a uma dualidade que não apresenta muita sustentação teórica.

Frente às questões levantadas por essa corrente, existe aquela que nutre, digamos, uma “desesperança” frente às propostas propagadas ao longo dos últimos tempos para a superação do capitalismo como modelo econômico e social. Assim, gerou-se um “relativismo” às latentes questões sociais que buscavam a supressão da luta de classes como motor da História.

O texto abaixo – “Quem são os pós-modernos e por quais motivos lutam contra eles os marxistas” –, de Diego Grossi, publicado originalmente no Diário da Liberdade, busca dialogar com essa concepção apresentando seus conceitos introdutórios, bem como busca traçar um paralelo entre a vertente e o marxismo.



Quem são os pós-modernos e por quais motivos lutam contra eles os marxistas

[Diego Grossi] Veja dez considerações introdutórias sobre o que é o pós-modernismo.

A partir do processo em que as jornadas de junho de 2013 foram a expressão mais notória o Brasil vem vivendo um momento de acirramento da mobilização das massas em torno dos conflitos políticos. Um importante segmento social a se destacar nessa cena vem sendo aquele oriundo das camadas médias, que vêm oxigenando tanto forças à direita (a partir de forte inclinação ao fascismo) quanto à esquerda, em que uma das expressões, com base especialmente entre os meios estudantis, está na formação de coletivos identitários influenciados pelo pós-modernismo. Com forte caráter anticomunista, latente ou declarado, estes segmentos pós-modernos vêm disputando espaço com militantes marxistas. Todavia, é frequente por parte de pessoas influenciadas pelo pós-modernismo a fuga das críticas, alegando uma suposta banalização do conceito de "pós-modernismo" ou se ancorando num alegado dogmatismo por parte dos críticos que, dizem, chamariam de "pós-modernismo" qualquer coisa que fugisse da sua "ortodoxia sobre luta de classes" (sic). Então é necessário não só desmontar esse espantalho como ainda apontar, resumidamente, as principais críticas do marxismo ao pós-modernismo hoje.

1 - De fato o termo "pós-modernismo" é amplo por si mesmo, afinal, não designa uma escola de pensamento em específico e muito menos um movimento conscientemente organizado (nem há consenso entre seus críticos, mesmo no campo do marxismo). Existem vários autores sob seu guarda-chuva, assim como divergências entre estes, além do fato de poucos aceitarem o rótulo de "pós-moderno" (ou, o que é linguisticamente mais preciso, "pós-modernista"). Por isso, de início, vale considerar o pós-modernismo como um "fenômeno"; algo que se dá a partir de determinadas condições objetivas e que, apesar dos seus agentes reprodutores nem sempre terem consciência do fato de estarem inseridos no mesmo, possui uma série de características que, relacionadas entre si, permitem identificar uma manifestação de tal fenômeno e assim classificá-lo.

2 - Mas por qual motivo classificar esse fenômeno como "pós-modernismo"? Grosso modo pelo fato de partir de uma premissa cara aos seus primeiros formuladores: a suposta superação do que chamam de "modernidade". Para os pós-modernistas "puro sangue” a sociedade "moderna", do capitalismo industrial e baseada nos valores oriundos do iluminismo, teria sofrido profundas mudanças qualitativas e quantitativas que teriam levado a modernidade à superação - logo, viveríamos numa "era pós-moderna". Assim, quando se aponta que alguém é "pós-moderno" (e, talvez fosse mais correto chamá-lo de "pós-modernista") está se falando em algo como "apologista do pós-modernismo"; ou seja, de alguém que, conscientemente ou não, abraça a ideia de superação da "modernidade" por essa tal nova sociedade "pós-moderna" e projeta-se politicamente com base nesse princípio. Discordarmos dessa premissa - pois, ainda que com importantes mudanças, o modo de produção capitalista continua a manter suas principais caracterísicas, inclusive o conflito entre capital e trabalho como centro das contradições - e por isso acusamos sua existência, mesmo que implícita.

3 - Todavia, é importante destacar que não é uma polêmica meramente nominalista. Não seria tão problemático (ainda que, dependendo da abordagem, continuasse a ser problema) dizer que as mudanças existentes no capitalismo marcariam uma transição profunda para "novos tempos". O problema maior é a conclusão derivada: se a sociedade "moderna" estaria superada, os projetos políticos e ideológicos fundamentados na mesma também! Tais projetos seriam, basicamente, aqueles oriundos do iluminismo, baseados em noções como o uso da razão e da ciência como instrumento de compreensão da realidade, a busca por valores (como liberdade e igualdade) universalmente válidos, entre outros. No campo de "ideologias modernas" supostamente superadas por se basearem numa "modernidade" não mais existente (alegam) estaria o marxismo. Portanto, os pós-modernos (ou pós-modernistas) incorrem em um anticomunismo distinto daquele conservador ou reacionário. Para eles a "modernidade" estaria superada - como se algo tivesse passado da validade. Não seria questão de negar sua edificação em prol de conservar algo antigo, mas de constatar sua superação.

4 - Apesar das primeiras grandes manifestações pós-modernistas serem, grosso modo, vistas massivamente nos anos 1960 e 1970, é com a queda da União Soviética em 1991 que o pós-modernismo tem grande difusão. Segundo os aspirantes a coveiros da História, a queda da URSS demonstraria que os projetos "modernos" estariam superados. A última esperança oriunda do iluminismo, o socialismo, teria, aí, uma pretensa prova da sua falência.

5 - Assim, a humanidade não teria mais nenhum projeto capaz de ser universal e responsável por unificar as mais diversas demandas sob um programa geral (como a luta de classes contra o capitalismo pelo socialismo faria ao interligar a questão colonial, negra, de gênero, etc. à luta anticapitalista). Caberia, portanto (segundo os "pós-modernistas"), a cada "minoria" lutar por si mesma de acordo com suas próprias necessidades sem se preocupar com as demais questões.

6 - O pós-modernismo sustenta, dessa forma, uma espécie de "egoísmo coletivo": solidariedade exclusiva com os que compartilham das mesmas opressões. Vem sendo frequente nos meios militantes influenciados pelo pós-modernismo expressões como "não me silencie" ou "não roube meu protagonismo", por exemplo; que, apesar de parecerem exigir uma solidariedade inquebrantável, não passa de apologia do egoísmo - já que qualquer intervenção “externa” divergente, ainda que positiva e propositiva, incorreria, necessariamente, em reprodução de interesses de opressão.

7 - Portanto, é importante notar que o que separa marxistas-leninistas e pós-modernistas não é o apoio ou não às lutas das chamadas (frequentemente de forma errada) "minorias". O marxismo luta por "minorias" desde muitas décadas antes do pós-modernismo existir. Enquanto liberais como Locke, Montesquieu e até mesmo Stuart Mill justificavam, em maior ou menor escala, a escravidão, Marx foi um grande crítico dessa instituição. Engels, numa das obras mais seminais do marxismo, "A origem da família, da propriedade privada e do Estado", inspirado nos socialistas utópicos, deu papel de destaque à questão da mulher ao notar que na origem da propriedade privada estaria também o "pecado original" que estabelecia o domínio dos homens sobre as mulheres. O Dia Internacional da Mulher foi obra da II Internacional a partir da proposta da comunista Clara Zetkyn. Um dos grandes mecanismos que permitiu o sucesso do socialismo no século XX foi a capacidade da III Internacional (Internacional Comunista) dar resposta à luta dos povos oprimidos contra o neocolonialismo. Graças à postura dos comunistas, era comum que qualquer militante do movimento negro dos EUA fosse chamado de "bolchevique". Apesar da questão LGBT ter recebido tratamento inadequado por parte considerável dos marxistas (inclusive na obra de Engels citada), hoje países como Cuba vêm corrigindo essas falhas. Os marxistas sempre lutaram e continuarão a lutar por qualquer bandeira que se mostre justa.

8 - Porém, mesmo com contradições profundas entre as perspectivas de tipo marxista e as pós-modernas não raro as críticas sobre pós-modernismo recaem também em cima de alegados militantes socialistas. Sobre isso é importante notar o que foi dito no primeiro ponto: pós-modernismo enquanto fenômeno passível de ser identificado por determinadas características. O Brasil historicamente recebeu e produziu expressões liberais bem conservadoras. Aqui qualquer bandeira progressista tende a ser relegada à esquerda socialista (ou que se alega como tal). Pessoas que defendem tais bandeiras geralmente não encontram espaço fora da esquerda e, assim, acabam fazendo uma mixpórdia de ideologias na sua própria cabeça.

9 - Algumas características que permitem identificar a manifestação do fenômeno pós-modernista nos meios militantes aparecem "originalmente" como fundamentações teóricas e ideológicas que dão sustentação à premissa principal sobre uma suposta superação da modernidade, como: a) negação da ciência (nítida na acusação de que a ciência seria "uma invenção da sociedade ocidental patriarcal opressora" ou no apontamento de que qualquer debate teórico seria "academicista"); b) a contestação sobre a existência de verdades universalmente válidas (muito presente, de forma implícita, na sacralidade da "vivência", em que cada um teria a "sua verdade", que não poderia ser cientificamente constatada ou refutada enquanto uma "verdade única"); c) o culturalismo, mecanismo excelente de negação da realidade objetiva em prol das questões subjetivas; d) a redução na realidade aos discursos produzidos sobre a mesma (assim, por exemplo, buscaram combater uma opressão estrutural mudando os discursos ao pretenderem apagar o gênero das palavras usando uma letra “neutra”, o "x”, no lugar de vogais tidas como masculinas e femininas - de alunos/alunas para “alunxs”); e) a diluição de noções de "poder" e "política" (enquanto para o marxismo nenhum dos dois pode ser descolado do conceito de Estado, para pós-modernos, talvez a partir de Foucault e suas ideias sobre "micro-poderes", pautas como “empoderamento individual” aparecem em detrimento do controle do poder em torno do Estado); f) o já comentado egoísmo coletivo, no qual as lutas contra as opressões sobre "minorias" não são dadas a partir de uma constatação objetiva da realidade concreta julgada por valores universais, mas sim como questões de ordem moral; e g) o multiculturalismo e a tosca ideia de que um elemento cultural é propriedade privada de um povo e que se não for assim há "apropriação cultural" (o que tem muito a ver com os já comentados multiculturalismo e negação da universalidade).

10 - Por conta da dificuldade encontrada pelos pós-modernos no que concerne à defesa de seus absurdos, é cotidiano que se esquivem do debate ao bradarem acusações de que todos os críticos seriam conservadores ou pessoas interessadas na manutenção de “opressões” - o que vem gerando, inclusive, episódios de agressão (aberta ou não - como campanhas caluniosas contra mulheres e homens comunistas). Entretanto, basta uma breve consulta bibliográfica para constatar o contrário. Grandes nomes progressistas das ciências humanas e sociais, brasileiras e internacionais, como Ellen Wood e Ciro Flamarion Cardoso, possuem vasta obra de críticas que vão dos fundamentos epistemológicos até os movimentos sociais/seitas pós-modernistas. Logo, combater o pós-modernismo é tarefa de qualquer um que acredite que existe uma realidade objetiva que não só pode ser compreendida através da razão e da ciência, como também transformada e melhorada a partir dos resultados dessa compreensão - especialmente da parte da militância marxista. Afinal, o pós-modernismo é, como foi comentado, inerentemente anticomunista nos fundamentos epistemológicos e nas ações propostas. O que está em jogo não é a defesa ou não das lutas e dos movimentos de “minorias”, mas sim a forma de fazê-la. Enquanto marxistas propõe, de um lado, fazê-la a partir da integração dos setores progressistas da sociedade sob um programa de caráter emancipatório universal baseado no acúmulo do conhecimento geral de toda a humanidade e na análise científica da sociedade; pós-modernos reduzem-na a seitas identitárias que tomam como dever apenas a luta da própria “minoria” (e que frequentemente entram em contendas entre si para disputar o lugar de “oprimido por excelência”), abrindo mão do conhecimento humano acumulado e da ciência em prol da abordagem apenas moral da opressão, incorrendo, por vezes, na própria oxigenação com base na manutenção do mero ódio contra aqueles que não compartilham diretamente da mesma opressão, levando a um modus operandi que não raro flerta com as práticas do fascismo clássico.

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Sugestões bibliográficas introdutórias para quem estiver buscando ter uma visão dos diversos aspectos do fenômeno e entender tal conceito, desde seus fundamentos teóricos até os motivos de divergência com os marxistas:

- CARDOSO, Ciro Flamarion. Epistemologia pós-moderna, texto e conhecimento: a visão de um historiador. Disponível em: http://www.uem.br/dialogos/index.php?journal=ojs&page=article&op=viewArticle&path[]=290>. Acesso em 10 jan. 2017.

- CARDOSO, Ciro Flamarion. História e paradigmas rivais (parte do livro "Domínios da História"). Disponível em: https://www.dropbox.com/s/8fwntn9be13vv0o/HIST%C3%93RIA%20E%20PARADIGMAS%20RIVAIS%20Ciro%20Flamarion%20Cardoso.pdf?dl=0. Acesso em 10 jan. 2017.

- WOOD, Ellen. Em defesa da História: o marxismo e a agenda pós-moderna. Disponível em: www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo262Art1.8.pdf.

Sobre o marxismo-leninismo e as lutas contra as diversas opressões vale consultar:

LOSURDO, Domenico. Revolução Russa e democracia no mundo. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/viewFile/1807-1384.2015v12n1p361/29669. Acesso em 10 jan. 2017.

*Diego Grossi é mestre em História pela UFRJ.

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1.1.17

[CEC] Orientações Gerais - 2017

Prezado(a) aluno(a) e prezado(a) Sr(a). responsável.

Este comunicado serve para informar pontos importantes sobre o andamento das aulas e as avaliações das disciplinas que ministro, a saber, História, Sociologia, Filosofia e/ou Estudos Orientados. Com exceção da disciplina de Estudos Orientados que será pontuada de forma diferenciada, as outras serão avaliadas da seguinte maneira:

AVALIAÇÃO 1 – Conceitos Atitudinais (20 pontos)

Os conceitos atitudinais são formas de avaliação que priorizam a atuação do estudante em sala de aula. O objetivo é verificar como o aluno se porta frente a situações diversas. Nessa avaliação será julgada a pontualidade, a assiduidade, o cumprimento de prazos, a conduta do aluno em sala e no colégio, na relação com o professor, funcionários da escola e outros alunos. A avaliação é realizada ao longo do Bimestre.

AVALIAÇÃO 2 – Trabalho (40 pontos)

Nessa avaliação, o aluno produzirá, por bimestre, textos, análises, entrevistas, pesquisas, interpretações etc que vinculem a matéria estudada à sua realidade. A data de entrega será sempre acordada com a turma, verificando o melhor dia para todos. Dessa forma, não será permitida em hipótese alguma a entrega dos trabalhos fora do prazo. Também não será permitida a cópia de trabalhos, seja de outro aluno, seja da Internet. Trabalhos entregues onde cópias literais sejam verificadas, receberão nota zero.

AVALIAÇÃO 3 – Prova (40 pontos)

A terceira avaliação será uma prova realizada em sala, individual e sem consulta (salvo em casos excepcionais). A prova, dependendo do bimestre, poderá ser objetiva, discursiva ou mesclar as duas formas de questionamento. Atendo à Portaria 419 da Secretaria de Educação, os alunos que não obtiverem 50% da nota poderão realizar avaliação de recuperação.

ALGUNS OUTROS AVISOS:

- Ser pontual na aula demostra interesse. Atrasos, quando ocorrem, precisam ser justificados;
- Todo aluno que falta aula, seja por qualquer motivo, é responsável por verificar junto ao professor quais os conteúdos perdeu. Se porventura o aluno perder alguma avaliação, deve, obrigatoriamente, apresentar atestado médico ou equivalente tanto à escola como comunicar ao professor imediatamente. Não é razoável que um aluno justifique sua ausência um mês depois e solicite uma segunda chamada de prova fora de tempo;
- Perguntar, questionar e tirar dúvidas é direito do aluno. Não leve dúvida para casa;
- O capricho na entrega dos trabalhos diz muita coisa sobre o aluno. Ser cuidadoso com os trabalhos é importante.

Uma cópia impressa destas orientações foi entregue a todos os alunos presentes na primeira aula. 

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26.11.16

[CEC] Gabarito 60

Gabarito da prova nº 60
Disciplina: História
Turma: 705

Questão 1. O aluno precisa caracterizar “colonização” não só como uma forma de ocupação do espaço por colonos, mas também pelo desenvolvimento de todo um aparato administrativo local e de uma forma de obtenção de lucro na terra ocupada.

Questão 2. Letra "a".

Questão 3. Questionar o “descobrimento” consiste, dentre outras questões, questionar o processo de ocupação europeia do território brasileiro. Essa ocupação, como se sabe, ocorreu de forma não amistosa, sobretudo após o período pré-colonial. É necessário citar a imposição dos costumes e das crenças dos europeus sobre os nativos.

Questão 4. Letra "c"

Questão 5. Letra a) O açúcar era um produto de elevado valor na Europa. O Brasil reunia diversos fatores que favoreciam o cultivo da cana no território, dentre os quais é possível citar: mão de obra (escrava) disponível, clima favorável, solo vasto, financiamento holandês e o know-how.

Letra b) Portugal já havia desenvolvido a cultura do cultivo de cana nas suas colônias na África.

Questão 6. Escambo, que consistia na troca de trabalho por quinquilharias.

Questão 7. Letra "c".

Questão 8. Letra "d".


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18.11.16

[CEC] Gabarito 66

Gabarito da prova nº 66
Disciplina: Sociologia
Turma: 1003

Questão 1.
a) SUGESTÃO DE RESPOSTA: Nesta questão o aluno deveria mencionar que, dentre outros fatores, há um estigma no campo cultural que atribui às classes mais abastadas (mais ricas) a tarefa da produção da cultura. Dessa forma, aquilo que é produzido pelos mais ricos é visto como válido, ao passo que a cultura popular é marginalizada ou inferiorizada.

b) SUGESTÃO DE RESPOSTA: O aluno deve mencionar nesta questão que a solução do problema passa pela criação de programas (governamentais ou não) de valorização da cultura nacional e popular. Também pode mencionar que é necessário criar condições em todas as esferas (educação e cultura, por exemplo) para que as expressões populares ganhem maiores espaços de exposição.

Questão 2. Letra “a”

Questão 3.
SUGESTÃO DE RESPOSTA: Esta questão deve conter, necessariamente, a ideia de superioridade do colonizador frente ao colonizado. Ou seja: no caso específico abordado na questão, o Europeu se sobrepôs ao nativo brasileiro. Dessa maneira – e ao longo dos anos – perpetuou-se a ideia de que a cultura brasileira era aquela trazida pelo estrangeiro, e não aquela produzida pelos nativos que já habitavam nosso território.

Questão 4. Letra “d”

Questão 5. Letra “c”.


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2.11.16

[UniRio] Subsídios para o encontro do dia 05 de novembro

Amigos:

Como conversamos no último encontro, sugiro fazer um debate comparativo e de contraposição de conceitos sobre Imperialismo na aula de História Antiga. Para tanto, solicitei a quem se sentisse à vontade, que levasse alguma obra de fonte conhecida que tratasse desse tema, sem obrigatoriedade do tempo histórico, ou seja, não há necessidade de que a obra trate, especificamente, do Imperialismo Romano, por exemplo. A ideia é travar um debate sobre como os conceitos também são construídos a partir das conjunturas históricas.

Também peço que leiam o artigo disponibilizado na plataforma, cujo título é: "A Experiência Imperialista Romana: Teorias e Práticas" (que, logado, você pode baixar diretamente aqui).

Por fim, fundamental ler e apontar questionamentos na aula 20 do material impresso, cujo título é: “Imperialismo e Romanização:: nós e os clássicos”.

Quanto ao conteúdo de Medieval, partiremos para uma sistematização dos conteúdos que versam sobre o Império Islâmico, a expansão árabe na Península Ibérica etc, por uma questão de adequação ao cronograma visando a AP2. Importante, pois, que o material impresso esteja lido por completo.

Abraços!

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23.10.16

[CEC] 2º ANO Trabalho de Filosofia.

Atenção alunos da 2003:

Já está disponível o trabalho de Filosofia do Quarto Bimestre, cujo valor máximo é de 4,0 pontos. O prazo de entrega é 10/11/2016, com envio pelo site (e apenas por ele) até às 23:59h. Todos os trabalhos recebidos após o prazo, serão desconsiderados, mesmo que a página aceite a submissão.

Boa sorte e faça com atenção!

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