29.8.17

[CEC] Tema de redação 13


IDENTIFICAÇÃO: Tema de redação 13

Esta é a proposta de redação nº 13. Leia o textos de apoio e depois produza a redação em folha padrão.

O tema foi originalmente pulicado pelo site Escrever on line, mas adaptado para esta atividade.


Texto 1
A mercantilização da natureza é o crescente processo em que todos os aspectos da vida se tornam comercializáveis, incluindo as florestas tropicais, por parte das forças de mercado. (Disponível em http://wrm.org.uy/pt/navegue-por-tema/mercantilizacao-da-natureza/)

Texto 2
As cadeias produtivas da agricultura e das agroindústrias têm cada vez mais impactado os recursos naturais em nosso país. Recentemente a água tem se tornado objeto de atenção por conta de diferentes impactos e disputas (muitas vezes não explícitas) relacionadas com a mercantilização das águas doces, que envolve a manutenção dos ecossistemas, a agricultura de alimentos e de exportação, o setor urbano e industrial e a necessidade de garantir a segurança hídrica da população.
(Disponível em http://diplomatique.org.br/agua-e-agronegocio-uma-relacao-a-ser-mais-bem-examinada/. Acesso em 26/06/2017)

Texto 3


(Disponível em https://xivencontrodecsfeuc.wordpress.com/sustentabilidade-x-mercantilizacao-da-natureza/. Acesso em 26/06/2017)

Texto 4
Governo libera reserva na Amazônia para exploração
Em decreto, Temer extingue a chamada Reserva Nacional de Cobre e Associados, localizada entre o Amapá e o Pará. Após mais de 30 anos fechada à mineração, área rica em ouro poderá ser explorada por mineradoras.

O governo federal publicou nesta quarta-feira (23/08) um decreto que extingue a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na Amazônia. Após mais de 30 anos fechada à atividade de mineração, a área poderá voltar a ser explorada pela iniciativa privada.

A reserva, criada em 1984, ainda durante a ditadura militar, possui cerca de 47 mil quilômetros quadrados e está localizada na divisa entre o sul e sudoeste do Amapá com o noroeste do Pará.

Apesar de trazer cobre no nome, a região tem alto potencial para exploração de ouro, mas também de tântalo, minério de ferro, níquel, manganês, além de outros minerais nobres.

A dimensão dos depósitos não foi informada, mas o governo avalia que a área pode atrair empresas mineradoras de todo o mundo. O próximo passo, após a extinção, é dar início aos leilões dos territórios para companhias interessadas em explorar a região. Ainda não há datas para isso.
(Disponível em http://www.dw.com/pt-br/governo-libera-reserva-na-amaz%C3%B4nia-para-explora%C3%A7%C3%A3o/a-40211550 Acesso em 29 ago. 2017)

Texto 5
Em meio a críticas, governo revoga decreto sobre reserva na Amazônia
Apesar da revogação, governo mantém extinção da reserva. Ministros do Meio Ambiente e Minas e Energia anunciam novo decreto para detalhar mudanças nas regras para a mineração na região.

Em meio a críticas por ter liberado uma reserva na Amazônia para exploração mineral,o governo brasileiro apresentou nesta segunda-feira (28/08) um novo decreto para detalhar as mudanças nas regras para a exploração da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na Amazônia. A extinção da reserva, porém, foi mantida.

Para apresentar o novo decreto, o governo revogou o publicado na semana passada. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, afirmou que o novo texto esclarece ponto a ponto a extinção da reserva. O maior detalhamento do texto visaria preservar as reservas indígenas e de conservação ambiental existentes na região e impedir a exploração de minérios de forma ilegal na área.

Ao lado de Coelho Filho, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, ressaltou que apesar de extinguir a reserva, o novo decreto garantirá a preservação das áreas de conservação. Ele rebateu ainda as críticas à extinção.

"Foi entendido pela maioria da sociedade que estávamos afrouxando as regras contra desmatamento da Amazônia, que estaríamos abandonando a Amazônia. E isso não corresponde à realidade, pelo contrário", disse Sarney Filho.

Segundo o ministro do Meio Ambiente, o novo decreto proibirá qualquer tipo de extração mineral em áreas indígenas e de conservação, com exceção para planos de manejo. A norma também proíbe a concessão do direito de exploração a quem participou de mineração ilegal na região da extinta Renca.
(Disponível em: http://www.dw.com/pt-br/em-meio-a-cr%C3%ADticas-governo-revoga-decreto-sobre-reserva-na-amaz%C3%B4nia/a-40277058 Acesso em 29 ago. 2017)

A relação entre meio ambiente e capitalismo ainda é um tema muito sensível e suscita discussão. Com base nos textos acima e no seu conhecimento de mundo, escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: A mercantilização da natureza: causas e consequências

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19.8.17

16.8.17

6.8.17

[CEC] Tema de redação 12


IDENTIFICAÇÃO: Tema de redação 12

Esta é a proposta de redação nº 12. Leia o textos de apoio e depois produza a redação em folha padrão.

TEXTO 1: Pesquisa DataSenado mostra que poucos conhecem realmente a Constituição

Não há como negar que a Constituição brasileira é extensa. Tem 250 artigos e só um deles, o quinto, dos direitos e garantias fundamentais, apresenta nada menos do que 78 incisos. Porém, mesmo tão detalhista e com linguajar técnico, deveria ser leitura obrigatória para a maioria dos brasileiros. Afinal, é a principal lei do país. No entanto, são poucos os que realmente a conhecem. E há uma expressiva parcela que declara desconhecê-la totalmente ou ter baixo conhecimento do texto que garantiu a volta da democracia ao Brasil e direitos que mexeram com a vida de todos os seus cidadãos.

Essa percepção foi confirmada por pesquisa do DataSenado feita com exclusividade para esta edição especial. Foram ouvidas 811 pessoas maiores de 16 anos, de todo o país, entre 18 e 30 de setembro deste ano.

— É preocupante que 7,8% da amostra revelem não ter nenhum conhecimento da Constituição e outros 35,1% declarem ter um baixo conhecimento dela — avalia o consultor do Senado na área de Direito Constitucional João Trindade.

(Disponível em http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2013/10/25/pesquisa-datasenado-mostra-que-poucos-conhecem-realmente-a-constituicao-do-pais Acesso em 6 ago. 2017)

TEXTO 2: A propósito da impossibilidade de se alegar desconhecimento da lei

O princípio geral do Direito de que ninguém pode alegar o desconhecimento da lei é bastante antigo. Era aplicado no Império Romano, na Idade Média e o é até hoje.

Esse princípio faz bastante sentido quando a legislação é inspirada no certo e errado intuitivos, naquilo que pode ser chamado Direito Natural. Ninguém pode alegar que desconhece a proibição do homicídio, do estupro, do roubo. Quem pratica esses ilícitos, sabe que faz algo proibido.

Entretanto, na sociedade contemporânea existem normas que não são intuitivas e tampouco são de amplo conhecimento. Por exemplo, é crime fazer açúcar em casa (Decreto-lei 16/1966), dar início a um loteamento sem autorização (Lei 6.766/1979) ou molestar uma baleia (Lei 7.643/1987). Alguém já ouviu quando pequeno: “Meu filho, não faça açúcar em casa que é feio” ou “Não chegue perto da baleia que é errado”? Pouquíssimos leigos conhecem essas proibições. Tal obscuridade cria situações bastante injustas. E é normal que as consideremos assim.

Reprovamos o comportamento de alguém quando essa pessoa é capaz de realizar uma escolha: comportar-se conforme o direito ou a favor do injusto. Quando essa escolha não é possível, não é justo condenarmos o agir do sujeito. Por exemplo, mesmo em casos de homicídio, roubo ou estupro, não são punidas as pessoas sem desenvolvimento mental completo: loucos e crianças. Não as punimos porque elas não podem fazer uma escolha moral livre.

(Disponível em https://franciscohayashi.jusbrasil.com.br/artigos/168091034/a-proposito-da-impossibilidade-de-se-alegar-desconhecimento-da-lei Acesso é 6 ago. 2017)

TEXTO 3: O que é cidadania?

A cidadania é o conjunto de direitos e deveres exercidos por um indivíduo que vive em sociedade, no que se refere ao seu poder e grau de intervenção no usufruto de seus espaços e na sua posição em poder nele intervir e transformá-lo.

Essa expressão vem do latim civitas, que quer dizer cidade. Antigamente, cidadão era aquele que fazia parte da cidade, tendo direitos e deveres por nela habitar. Atualmente, esse conceito extrapola os limites urbanos, podendo ser compreendido no espaço rural.

(Disponível em http://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-cidadania.htm Acesso em 6 ago. 2017)

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo argumentativo em norma padrão da Língua Portuguesa sobre o tema “A IMPORTÂNCIA DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA PARA A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Lembre-se de organizar com clareza e estabelecer relações entre as ideias a serem desenvolvidas.

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29.7.17

[UNIRIO] Apontamentos sobre a tutoria de 29 de julho. - História e Sociologia


Prezados alunos:

Segue o vídeo sobre o suicídio em Durkheim. O tema é tratado superficialmente na primeira aula da apostila.


O livro “As regras do método sociológico” é facilmente localizado na Internet. Esse é um dos links disponíveis: https://docs.google.com/file/d/0BxOYJ-xQU9kxWlQydkhyVnpDQ2c/view

Já o livro “O suicídio” pode ser encontrado aqui: https://pedropeixotoferreira.files.wordpress.com/2015/02/durkheim_2000_o-suicidio_bookmfontes.pdf

Lembro que a aula 2 “As grandes transformações do século XIX e o surgimento histórico da Sociologia” precisa ser lida para o debate coletivo do próximo encontro. Encorajo-os a continuar o debate nos fóruns sempre que possível.

Um abraço a todos.

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[UNIRIO] Apontamentos sobre a tutoria de 29 de julho - História Medieval

Prezados alunos:

Alguns aspectos discutidos na tutoria de hoje podem ser referendados a partir de trechos do livro de Baschet que não aparecem nos PDFs disponibilizados na plataforma. Por isso, com o objetivo de socializar o conteúdo, trago algumas ideias e conceitos nas linhas abaixo.

Sobre o novo conceito de periodização trazido por Baschet no livro.

Citações de Le Goff, no Prefácio:
“Evidentemente, sinto-me feliz por ver que Jerôme Baschet justifica, melhor do que eu havia podido sugerir, a concepção de uma longa Idade Média que supera, ou melhor apaga a falsa ruptura de um século XVI, de um Renascimento que seria sua negação e que a remeteria às trevas do obscurantismo”.

e

“Por último, Jerôme Bachet sugere, neste livro, quando e como termina nossa ‘longa Idade Média’: na segunda metade do século XVIII, com o Iluminismo (que, em certos aspectos, a prolonga) e a Revolução Francesa. Três componentes de um novo sistema aparecem em cena então: o mercado e a economia, o tempo linear e a história, a razão e a ciência. Aí termina o sistema feudal que Jerôme Bachet descreveu e explicou com tanta precisão para a Europa e a América Latina”.

Sobre a importância da Igreja Católica na Idade Média.

Também citação de Le Goff, no Prefácio:
“Do mesmo modo, Jerôme Baschet mostra com clareza que o motor e a instituição dominante do feudalismo é a Igreja”.

Sobre os estereótipos da Idade Média

Citações de Baschet, na Introdução
“A opinião comum continua sendo associar a Idade Média às ideias de barbárie, de obscurantismo e de intolerância, de regressão econômica e de desorganização política”.

“A Idade Média não é nem um buraco negro da história ocidental nem o paraíso perdido. É preciso renunciar ao mito tenebroso tanto quanto ao conto de fadas”.

“A Idade Média carrega até mesmo em seu nome os estigmas de sua desvalorização. Media aetas, em latim, e as expressões equivalentes nas línguas europeias significam idade do meio, um intervalo que não poderia ser nomeado positivamente, um longo parênteses entre uma Antiguidade prestigiosa e uma época nova, enfim, moderna”.

A aula 2 – “O Renascimento Carolíngio no Ocidente Medieval (séc. VIII-IX) e o desenvolvimento do Império Bizantino e do Islã no Oriente” – já está disponível na Plataforma. Atentem para um dos erros de digitação que mencionei hoje presencialmente. A leitura e os apontamentos são fundamentais para a próxima tutoria.

Bom final de semana.

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2.7.17

[CEC - 8º ano] Vídeo sobre a Independência do Brasil

Amigos:

Com o objetivo de ajudá-los na realização da prova de recuperação na próxima semana, publico o vídeo comentado em sala. Ele mostra aspectos do processo de independência do Brasil – também abordados – de forma bem humorada.

A visualização certamente contribuirá para a prova. Assistam!

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27.5.17

Simulado ENEM - Ciências Humanas

Amigos:

O site Goconqr está disponibilizando ao longo dos dias uma série de Simulados para o ENEM em todas as áreas (na verdade, quem cria e divulga os Simulados são os usuários do site). Separei um que incorporo abaixo.

Há limite de tempo para responder 45 questões da área de Ciências Humanas, ou seja, disciplinas de História, Geografia, Sociologia e Filosofia. É um bom teste que pode ajudar a ajustar os estudos.

Os resultados são sigilosos, mas você pode compartilhar boas notas ☺☺

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[CEC] 6º ano. Quiz para prova do segundo bimestre

Amigos:

Como prometido, aqui está o quiz com o conteúdo da prova do Segundo Bimestre. Acredito ser um bom teste. Lembrando que vocês podem fazer o jogo de perguntas e respostas quantas vezes quiser e o resultado é confidencial, ou seja, ninguém mais vai ficar sabendo a nota do outro.

Cada pergunta, assim como na prova, vale 5 pontos, num total de 8 perguntas. No final, vocês poderão marcar até 40 pontos, o mesmo valor da prova. O tempo para cada pergunta é de 1 minuto e meio. Não dê bobeira!

Então mãos à obra e boa sorte.


Quiz criado por Fernando Nunes com GoConqr

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22.5.17

[CEC] Tema de redação 11


IDENTIFICAÇÃO: Tema de redação 11

Amigos:

Como conversado em sala, a proposta de redação 11 é parte de um Projeto da Justiça do Trabalho que objetiva disseminar entre os alunos quais são os direitos trabalhistas que vigoram no Brasil. O material entregue em sala serve como peça da campanha de conscientização.

Combinamos que a culminância desse projeto no CEC seria a composição de redações e uma futura mesa de debates sobre o tema. Assim, por partes, leiam os textos de apoio para a composição da redação. Contem com as aulas de sexta para produzir o texto e com o auxílio do Professor Diego Hottz Mais à frente elaboraremos as discussões para o debate.

(proposta adaptada do site temasparedacao.com)

Texto 1.

Ações na Justiça devem aumentar após PEC das Domésticas, dizem juristas

A Proposta de Emenda Parlamentar número 66, popularmente chamada de PEC das Domésticas, foi regulamentada depois de dois anos de sua publicação, em 2012, mas as polêmicas devem continuar. Segundo especialistas em relações de trabalho, é provável que haja uma judicialização no médio prazo.

Entre as principais mudanças estipuladas pela PEC estão indenização em demissões sem justa causa, pagamento de horas extras, conta no FGTS e a alíquota de recolhimento do INSS.

Hoje no Brasil, menos de 28% dos empregados domésticos são contratados com registro em carteira. Segundo dados da PNAD 2013, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,4 milhões desses trabalhadores (92,6%) são mulheres.

Para Fabíola Ferrari, advogada do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo (SINDoméstica-SP), a PEC representa um grande avanço, mas a batalha agora é contra a desinformação. “O empregado doméstico é uma categoria que vem conquistando direitos a conta-gotas. Tem gente que trabalha 30 anos numa mesma casa e sai com uma mão na frente e outra atrás. Ao passo que outros profissionais gozam de diversos benefícios, se aposentam e têm renda. A aprovação da PEC acaba com essa injustiça ao formalizar e profissionalizar a função tão desrespeitada há décadas.”

O professor de Direito do Trabalho da Universidade de São Paulo (USP), Estêvão Mallet, acredita, no entanto, que não será fácil assegurar a eficácia da legislação aprovada. “Trata-se de uma profissão difícil de fiscalizar, de controlar as horas trabalhadas e isso, com certeza, levará a um aumento da judicialização", afirma.

Para Mallet, a lei também tem alguns excessos, como a exigência de controle de ponto – não o pagamento de hora extra, que ele considera um avanço – , e a exigência de pagamento antecipado de multa de 40% por dispensa injustificada. "Isso onera o contratante diferente de uma empresa, por exemplo, que só paga depois da demissão."

(Coluna Economia. IG. Maíra Teixeira. Junho/2015)

Texto 2.

Trabalho escravo no Brasil Atual

O Brasil foi a última nação do mundo ocidental a abolir o trabalho escravo de forma oficial, o que ocorreu no final do século XIX. No entanto, em termos práticos, esse problema continua a existir nos dias atuais. Informações recentes estimam a ocorrência de 200 mil trabalhadores no país vivendo em regime de escravidão, segundo dados do Índice de Escravidão Global, elaborado por Organizações Não Governamentais (ONGs) ligadas à Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Primeiramente, é importante o estabelecimento da definição do que seja considerado, propriamente, o regime de escravidão. Segundo a OIT, é considerado escravo todo o regime de trabalho degradante que prive o trabalhador de sua liberdade. Isso ocorre no Brasil, em maior parte, em espaços rurais distantes de centros urbanizados e rotas de transporte para fuga, onde os trabalhadores são geralmente coagidos a continuarem laborando sob a alegação da existência de dívidas com fazendeiros.

Mas esse tipo de ocorrência nem sempre ocorre dessa forma e também não é algo exclusivo do meio agrário. Em setembro de 2013, por exemplo, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) denunciou a existência de trabalhadores em regime de escravidão nas obras de ampliação do Aeroporto de Guarulhos, no estado de São Paulo.

Em termos práticos, é possível afirmar que o trabalho escravo nunca foi abolido totalmente no território nacional. No entanto, apenas em 1995 o governo reconheceu oficialmente perante a OIT a existência desse tipo de problema no país, embora este tenha sido um dos primeiros no mundo a realizar esse tipo de pronunciamento. Atualmente, apesar da grande quantidade de trabalhadores escravizados no país, o Brasil é considerado internacionalmente um dos países mais avançados em esforços governamentais e não governamentais para acabar com esse problema.

(Brasil Escola. Rafael Pena. s/a)

Texto 3.

70 anos da consolidação das leis trabalhistas

Era dia primeiro de maio de 1943 quando foi editado o Decreto-Lei n.° 5.452, aprovando a Consolidação das Leis do Trabalho, diploma legal que agora completa setenta anos.

Independentemente de qualquer polêmica quanto à sua inspiração ou motivação, o certo é que a CLT foi ganhando cada dia mais efetividade, tornando-se uma das principais contribuições do nosso ordenamento jurídico ao longo da história recente, para elevar a um patamar civilizatório mínimo as relações de trabalho no Brasil, cumprindo em boa parte o seu objetivo.

Se de início a legislação do trabalho tinha sua aplicação limitada a determinadas categorias, foi a CLT a grande base jurídica para um Direito do Trabalho nacional, que veio assegurar, do ponto de vista normativo, que estejamos ombreados às nações industrializadas em matéria de Direito Laboral.
Embora com força normativa indiscutível, teve que se impor a resistências culturais seculares, tais como o ranço da escravatura, do colonato servil, da subvalorização do trabalho, da tolerância leniente com exploração indigna do homem pelo homem. Nessa trilha, a Consolidação das Leis do Trabalho fortaleceu seu papel histórico, verticalizou a sua normatividade, adquirindo maior eficácia social. Valendo-se do expansionismo natural do Direito do Trabalho, horizontalizou-se, para abrigar também as relações de trabalho rural e agora, em sua plenitude, as relações de trabalho de âmbito doméstico.

Na Constituição de 1988, a CLT encontrou poderosa aliada para afirmar-se como norma instrumental da Justiça Social. A constitucionalização de diversos direitos trabalhistas, a instrumentalização de sua exigibilidade e, especialmente, sua renovação principiológica, são algumas das principais conquistas.
Na celebração destes 70 anos da CLT, o Tribunal Superior do Trabalho, o Tribunal da Justiça Social, busca um pacto para a construção da nova sociedade brasileira, que já se delineia. Sociedade que tenha como um dos seus pilares um Direito do Trabalho humano, além de meramente tutelar, de simplesmente distributivista, porém sem perder estes dois focos, e que busque na sua essência um fundamento fraterno.

Que o Direito do Trabalho auxilie a construção de um mundo mais humanizado, onde se concilie e convivam a justiça e a liberdade.

(Tribunal Superior do Trabalho. Carlos Alberto de Paula. 2013)


A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo argumentativo em norma padrão da Língua Portuguesa sobre o tema “A GARANTIA DOS DIREITOS TRABALHISTAS NO BRASIL”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Lembre-se de organizar com clareza e estabelecer relações entre as ideias a serem desenvolvidas.

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6.5.17

[CEC, CNSD e CNSM] Complemento do AQUECIMENTO ENEM

Amigos:

Disponibilizo o complemento das aulas do Aquecimento ENEM, com foco no século XX. O arquivo é composto pelos seguintes materiais:

- [CEC] Apostila com as questões norteadoras e textos de apoio (clique aqui para baixar);
- [CNSD] Apostila com as questões norteadoras e textos de apoio (clique aqui para baixar);
- [CNSM] Apostila com as questões norteadoras e textos de apoio (clique aqui para baixar);
- [CEC] Apostila com gabarito das questões norteadoras (clique aqui para baixar);
- [CNSD] Apostila com gabarito das questões norteadoras (clique para baixar);
- [CNSM] Apostila com gabarito das questões norteadoras (clique para baixar);
- [CEC] Slides com apresentação das questões (clique aqui para baixar);
- [CNSD] Slides com apresentação das questões (clique aqui para baixar);
- [CNSM] Slides com apresentação das questões (clique aqui para baixar);
- Mapa mental, semelhante ao criado em sala (clique na imagem abaixo para fazer o download; ele também pode ser acessado, de forma dinâmica, no final deste texto);


- Links comentados em sala de aula e disponibilizados no mapa mental (lista logo abaixo).

Qualquer dúvida pode ser, ainda, sanada pelo sistema de comentários no final deste texto.

Forte abraço a todos e boa sorte sempre!

Links:

- Jovem Nerd e Nerdcast sobre a redemocratização do Brasil, onde há uma debate interessante e “bem humorado sobre a morte de Tancredo Neves e a posse de Sarney no cargo de Presidente da República logo após as eleições indiretas, na década de 1980;
- Sobre o Positivismo, corrente sociológica, o stte tem um texto que pode ajudar. Na ocasião da substituição de Dilma por Temer e da escolha de um novo slogan (“Ordem e Progresso”) para o Governo Federal, escrevi alguns parágrafos que aproximam esta frase ao Positivismo e a outras questões.

Mapa Mental Dinâmico

Mapa Mental criado por Fernando Nunes com GoConqr


Uma pequena legenda:
[CEC] Colégio Canadá
[CNSD] Colégio Nossa Senhora das Dores
[CNSM] Colégio Nossa Senhora das Mercês

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30.4.17

[CEC] Tema de redação 10


IDENTIFICAÇÃO: Tema de redação 10

No dia 28 de abril, em todo o Brasil, milhares de pessoas se reuniram numa greve geral com o objetivo de protestar frente reformas aprovadas e por aprovar pelo Governo Federal. Foram verificadas paralisações em quase todas as grandes cidades do país, assim como manifestações em municípios com menor número de habitantes. A imprensa cobriu grande parte das manifestações.

Nas redes sociais foi possível verificar manifestações de internautas, satisfeitos ou não com os protestos. Alguns alertavam para o perigo de se perder direitos históricos conquistados pelos trabalhadores ao longo dos anos. Outros, por sua vez, questionavam os reais motivos da paralisação, bem como provocavam se era legítimo um protesto que impedia o “direito de ir e vir” da população. Um consenso, no entanto, é: pouca gente ficou indiferente ou não foi afetada pela greve geral.

Diante disso – e a partir dos textos de apoio abaixo – construa um texto dissertativo-argumentativo padrão ENEM com o seguinte tema: “As greves são formas legítimas de protesto no Brasil atual?”

Para acessar os textos de apoio, clique nas imagens abaixo. 

Texto 1.




Texto 2.




Texto 3.



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23.4.17

[CEC] Tema de redação 9


IDENTIFICAÇÃO: Tema de redação 9

TEXTOS DE APOIO

TEXTO 1.

Os fatores determinantes do envelhecimento, a nível da população de um país, são, fundamentalmente, ditados pelo comportamento de suas taxas de fertilidade e, de modo menos importante, de suas taxas de mortalidade. Para que uma população envelheça, é necessário, primeiro, que haja uma queda da fertilidade; um menor ingresso de crianças na população faz com que a proporção de jovens, na mesma, diminua. Se, simultânea ou posteriormente, há também uma redução das taxas de mortalidade (fazendo com que a expectativa de vida da população, como um todo, torne-se maior), o processo de envelhecimento de tal população torna-se ainda mais acentuado. Tal processo é dinâmico, estabelece-se cm etapas sucessivas e é, comumente, conhecido como “transição epidemiológica ou demográfica”. (…)

O envelhecimento da população brasileira é um fato irreversível, e que deverá se acentuar, no futuro próximo imediato. O impacto desta nova “ordem demográfica” é imenso — sobretudo, quando se observa que os fatores associados ao subdesenvolvimento continuarão se manifestando por um tempo difícil de ser definido. Não estamos, portanto, diante de uma situação como a europeia quando o envelhecimento de suas populações ocorreu, a maioria dos países europeus já apresentava níveis socieconômicos que proporcionavam, a grande parte de suas populações, condições de vida satisfatórias. Com isso, os problemas consequentes ao envelhecimento populacional puderam ser encarados como prioritários. Nem por isso tem sido fácil resolvê-los. O desafio para nós é, portanto, considerável. O envelhecimento de nossa população está se processando em meio a condições de vida, para parcelas imensas da população, ainda muito desfavoráveis. O idoso não é uma prioridade, como pode ser visto nos países industrializados. No entanto, eles estão aí para ficar e em proporções crescentes, passando de 6% da população, em 1980, para mais de 13% previstos para o início do Século XXI.

(…)

O envelhecimento da população brasileira necessita, de imediato, de um diagnóstico de saúde a níveis nacional e regional, que possa conduzir a propostas realistas. As intervenções que daí surgirem, deverão então, ser avaliadas e redirigidas. Há uma necessidade premente de métodos inovadores e imaginativos, que possam contribuir para uma atenção ao idoso, em bases humanísticas e, ao mesmo tempo, compatíveis com a realidade socioeconômica do país. O objetivo final deve ser sempre a manutenção, na comunidade, do maior número possível de idosos, contribuindo, ativamente, para ela, e mantendo seu grau de autonomia (e dignidade) pelo maior tempo possível. Este debate se impõe, de imediato, para quantos possam estar interessados em Saúde Pública, em nosso país.

(Adaptado de KALACHE, A. Cad. Saúde Pública, vol.3, n.3, 1987)

TEXTO 2.

O documento completo pode ser visualizado através deste link: Envelhecimento da população Brasileira: aspectos gerais. -http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/outraspub/envelhecimento/Env_p25a56.pdf

Tabela





TEXTO 3.

De início chama a atenção a continuada redução do tamanho absoluto da população menor de 15 anos, e, como consequência, o declínio de sua participação relativa. Os jovens, que nos anos 90 eram quase 50 milhões e representavam 31,8% da população brasileira, passam a apresentar taxas de crescimento negativas, de tal forma que, em 2020, seriam 43,1 milhões (21,5% do total nacional) e, 35,8 milhões, em 2050 (17,2% do contingente humano do Brasil). (…)

A redução da população jovem agudiza as questões relacionadas à previdência social, principalmente aquelas relacionadas a como as menores gerações futuras, nascidas sob os baixos níveis de fecundidade, se comportarão frente ao pacto social de financiarem as demandas postas pelas muito numerosas gerações anteriores, nascidas quando os níveis de fecundidade eram elevados.

(Adaptado de MOREIRA, M.M. Envelhecimento da população Brasileira: aspectos gerais. In: http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/outraspub/envelhecimento/Env_p25a56.pdf. Acesso em 31/10/2016)


A partir dos textos de apoio e de seus conhecimentos, elabore texto dissertativo-argumentativo com o seguinte tema: Os desafios sociais em relação ao envelhecimento da população brasileira.

Tema retirado originalmente do site Escrever on line. 

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15.4.17

[CEC] Tema de redação 8



IDENTIFICAÇÃO: Tema de redação 8

TEXTOS DE APOIO:

Texto 1.

A ciência mais imperativa e predominante sobre tudo é a ciência política, pois esta determina quais são as demais ciências que devem ser estudadas na pólis. Nessa medida, a ciência política inclui a finalidade das demais, e, então, essa finalidade deve ser o bem do homem.

Aristóteles. Adaptado.

Texto 2.

O termo “idiota” aparece em comentários indignados, cada vez mais frequentes no Brasil, como “política é coisa de idiota”. O que podemos constatar é que acabou se invertendo o conceito original de idiota, pois a palavra idiótes, em grego, significa aquele que só vive a vida privada, que recusa a política, que diz não à política.
Talvez devêssemos retomar esse conceito de idiota como aquele que vive fechado dentro de si e só se interessa pela vida no âmbito pessoal. Sua expressão generalizada é: “Não me meto em política”.

M. S. Cortella e R. J. Ribeiro, Política – para não ser idiota. Adaptado.

Texto 3.

FILHOS DA ÉPOCA

Somos filhos da época
e a época é política.
Todas as tuas, nossas, vossas coisas
diurnas e noturnas,
são coisas políticas.
Querendo ou não querendo,
teus genes têm um passado político,
tua pele, um matiz político,
teus olhos, um aspecto político.
O que você diz tem ressonância,
o que silencia tem um eco
de um jeito ou de outro, político.
(...)

Wislawa Szymborska, Poemas.

Texto 4

As instituições políticas vigentes (por exemplo, partidos políticos, parlamentos, governos) vivem hoje um processo de abandono ou diminuição do seu papel de criadoras de agenda de questões e opções relevantes e, também, do seu papel de propositoras de doutrinas. O que não significa que se amplia a liberdade de opção individual. Significa apenas que essas funções estão sendo decididamente transferidas das instituições políticas (isto é, eleitas e, em princípio, controladas) para forças essencialmente não políticas primordialmente as do mercado financeiro e do consumo. A agenda de opções mais importantes dificilmente pode ser construída politicamente nas atuais condições. Assim esvaziada, a política perde interesse.

Zygmunt Bauman. Em busca da política. Adaptado.

Texto 5


Clique para ampliar

Os textos aqui reproduzidos falam de política, seja para enfatizar sua necessidade, seja para indicar suas limitações e impasses no mundo atual. Reflita sobre esses textos e redija uma dissertação, na qual você discuta as ideias neles apresentadas, argumentando de modo a deixar claro o seu ponto de vista sobre o tema Participação política: indispensável ou superada?

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9.4.17

[CEC] Tema de redação 7





Um tema bastante polêmico é a desmilitarização da Polícia Militar no Brasil. Quando esse assunto é levantado numa conversa, pensamos, automaticamente, em uma polícia sem armas, já que militarização é, para muitos, armamento. Mas, como assim? Num país como o nosso, sobretudo em nosso estado, onde a violência é cada vez mais crescente, como abrir mão de uma força armada? Não ficaríamos ainda mais nas mãos de bandidos?

O debate, no entanto, não é tão superficial assim. Existem outras abordagens e é isso que os textos e vídeos de apoio tentarão fazer: levantar questões favoráveis e desfavoráveis sobre o tema da desmilitarização.

É justo mencionar que a escolha de alguns dos textos de apoio utilizados aqui foi realizada originalmente pelo Portal Projeto Redação. Logo, o que fiz foi uma adaptação e a adição de alguns vídeos.

Você não tem prazo para entregar o texto, mas deve ficar atento às orientações das últimas aulas, já que a correção levará em conta, a partir de agora, todas as instruções debatidas em sala. Boa sorte!


TEXTO 1 – O que significa desmilitarizar?

O debate no Brasil, hoje, se divide entre os que são a favor da total desmilitarização, unificando as polícias, ou criando uma nova; os que desmilitarizariam, mas acreditam ser necessária a existência de diversas polícias separadas e com objetivos específicos; e os que defendem o modelo atual, apostando em saídas como um melhor treinamento e integração visando resultados menos negativos para a imagem dos órgãos de segurança do país.

O que significa desmilitarizar?

As forças de segurança no Brasil são as nacionais Polícia Federal, Rodoviária e Ferroviária, e as estaduais Militar, responsável pelo policiamento ostensivo (rondas) e de preservação da ordem (abordagem e encaminhamento para delegacia), e a Civil, que cuida da parte investigativa e judiciário (encaminhamento de inquérito, por exemplo). A Polícia Militar não tem o título por acaso. Sua raiz é de fato militar, e seu objetivo mais comum, no mundo, é o de funcionar como uma corporação de reserva das Forças Armadas, para atuar no interior do país em situações de guerra ou conflito. Isso implica que a sua formação histórica é diferente dos agentes civis, assim como a sua formação, seus títulos de hierarquia (capitão, tenente, coronel e major), código penal e objetivos.

O vereador Coronel Camilo ouviu às reivindicações, mas prefere ver a coisa toda de um ponto de vista mais prático (...)

“O regime militar é para controlar pessoas que tem o poder de tirar vidas. Por isso submeter à duas justiças, civil e militar (que no código prevê inclusive pena de morte). Hierarquia e disciplina são fundamentais para o controle de um efetivo que é maior do o próprio Exército e é treinado em combate diariamente”, diz o coronel. (...) Para o militar, casos com o do pedreiro morador da favela da Rocinha Amarildo mostram não um defeito do caráter militar da corporação, mas sim de desvios de atuação de policiais e violação de direitos humanos, que devem ser punidos. “Da mesma forma, há desrespeito à vida em delegacias, por civis e não por militares. A hierarquia e ética militar, pelo contrário, ajuda na prevenção disso”, opina. “Por mais que a entrada na corporação seja rigorosa, é inevitável que um ou outro acabe se desvinculando.”

http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2017/02/desmilitarizacao-e-o-melhor-modelo-para-policia-brasileira.htm



TEXTO 2 – Maioria foi contra a PEC/51 em pesquisa do Portal de Notícias do Senado


Disponível em http://www.adepolsc.org.br/noticias/maioria-foi-contra-a-pec51-em-pesquisa-do-portal-de-noticias-do-senado


TEXTO 3 – Desmilitarização da polícia? Um bate-papo com Túlio Vianna (#Pirula 198)



Você pode, se quiser, assistir a outras aulas e participações do Professor Túlio Vianna no You Tube, como esta aula pública sobre Desmilitarização. Outras estão nos vídeos relacionados e são fáceis de localizar.

TEXTO 4 – A quem interessa a Desmilitarização das Polícias no Brasil e por que?


Você pode, também, encontrar outros vídeos contrários à desmilitarização no You Tube nos vídeos relacionados.

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30.3.17

[CEC] Tema de redação 6


TEMA 6

A partir da leitura dos subsídios abaixo, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema da redação. Apresente proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

ATENÇÃO: Utilize a Folha de Redação para o seu texto definitivo. Nela, não esqueça de mencionar o número do Tema de Redação, neste caso, tema 6. 



Fragmento 1. 

Capa do Portal de Notícias Globo.com, em 08/03/2017 (disponível em http://www.globo.com Acesso em 08 mar. 2017)

Acima pode verificar a primeira página de um grande portal de notícias do Brasil no dia 8 de maço de 2017, lembrado como “Dia Internacional da Mulher”.


Fragmento 2.

Por que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher?
(Adp. Revista Nova Escola. Disponível em https://novaescola.org.br/conteudo/ 301/por-que-8-de-marco-e-o-dia-internacional-da-mulher Acesso em 08 mar. 2017)

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

"O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países", explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

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18.3.17

[UNIRIO] Revisão para AP1 2017.1 História Antiga e História Medieval

Amigos:

Em face aos últimos e lamentáveis acontecimentos que impedirão a revisão para a AP1 2017.1 de História Antiga e Medieval, disponibilizo abaixo um esquema-resumo com tópicos que merecem atenção durante a leitura para a avaliação da próxima semana.

O mapa mental é animado, ou seja, gera uma apresentação, mas é importante saber que ele não é cronológico. Dessa maneira, não é o mais importante que aparece primeiro; é apenas uma questão de organização gráfica. Vocês podem, então, dar play no esquema e visualizar a animação (seja nessa tela, dentro do site, ou em tela cheia – basta procurar o botão referente na animação, geralmente no canto inferior direito da animação) ou visualizarem todo o documento de modo estático, passando as fases animadas.

No final das animações existe uma caixa de mensagens que pode – e deve – ser utilizada para debate ou apresentação de dúvidas.

Abraços a todos.



HISTÓRIA ANTIGA


HISTÓRIA MEDIEVAL

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16.3.17

Agência Brasil de notícias

Amigos:

Uma das dicas mais importantes para a composição da Redação no ENEM é a atualização quanto às notícias. Ficar ligado em tudo o que acontece no Brasil e no mundo é fundamental para criar textos bem pontuados.

Um dos sites mais indicados para leitura de notícias é a Agência Brasil. Na página vocês poderão acompanhar notícias importantes além de realizar um cadastro na Central de Conteúdos, onde poderão filtrar o que julgarem mais importante. Portanto, acessem http://agenciabrasil.ebc.com.br/

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11.3.17

[CEC] Quiz sobre atualidades para Estudos Orientados

Todos sabemos que para realizar uma boa redação é necessário ficar atento aos noticiários e antenado ao que acontece no mundo. Este quiz avaliará seu grau de conhecido sobre o que acontece no Brasil e no mundo atualmente.

Focado em questões do final de 2016 e início de 2017, é composto por vinte perguntas com valor de 1 (um) ponto cada. Cada questão pode ser respondida em até 2 (dois) minutos. Você terá acesso, ao final, ao total de pontos (20 pontos possíveis) obtidos.



Quiz criado por Fernando Nunes com GoConqr

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5.3.17

[UNIRIO] Critérios e base de correções para as ADs1

2017.1

Prezados alunos(as) da UNIRIO,

Quanto aos critérios de correção e as bases de respostas para as ADs 1, tanto de História Antiga, quanto de História Medieval, seguem os parâmetros adotados na atribuição das notas além de alguns poucos comentários sobre dos trabalhos recebidos.

Antes de qualquer comentário, gostaria que todos compreendessem a avaliação como processo de aprendizagem, ou seja, um caminho a ser percorrido até o final do curso. Localizamos muita subjetividade nas Ciências Humanas, sobretudo na História, o que torna a avaliação bastante complexa. Por isso, tenham os feedbacks enviados por mim de forma privada a cada um, como sugestões que visam o engrandecimento. E mais: quando apontam problemas ou erros, ocorrem no sentido da torcida pela superação e na compreensão desses erros que, claro, fazem parte de qualquer caminhada acadêmica.

HISTÓRIA ANTIGA

Por se tratar de questão mais lúdica, volta à prática docente, a avaliação girou em torno de três aspectos revelados anteriormente durante as tutorias presenciais. Convencionamos que a nota seria particionada da seguinte maneira:

Relevância do vídeo escolhido: até 3,0 pontos
Neste quesito, a avaliação se daria a partir da relevância para a proposta de aula de História Antiga. Sendo assim, o vídeo precisaria possuir, obrigatoriamente, alguma pauta para a temática da disciplina. Ocorre que alguns alunos abriram mão desse importante aspecto. Estamos, obviamente, estudando a Antiguidade; assim, as ADs giram em torno dessa temática.

Viabilidade da proposta de aula: até 5,0 pontos

Esta foi, certamente, a parte mais importante da atividade, uma vez que a escolha do vídeo é relativamente fácil. O aluno precisaria, então, propor atividade relevante e viável para a exibição escolhida. A grande maioria conseguiu propor atividades substanciais, mas algumas tinham pouca viabilidade. Era fundamental, também, informar o segmento onde a atividade seria realizada, uma vez que existem vídeos para todas as faixas escolares disponíveis no YouTube.

Composição textual: até 2,0 pontos

Mesmo com baixa pontuação, era fundamental a composição de um bom texto, de nível superior. Aqui, levei em conta uso da norma da Língua Portuguesa, argumentação, citações etc.

Alguns problemas comuns verificados em Antiga

- Uso de vídeos de aulas de terceiros. A proposta da AD consistia na escolha de um vídeo que ilustrasse a sua possível aula. Logo, trazer à sala um vídeo de outra aula de História pareceu-me inadequado. Obviamente os vídeos trazem mais “luz” à didática, mas essas ferramentas não podem ser usadas simplesmente por usar;

- Vídeo longos. Não foram descontados pontos nesse quesito, mas é um fundamental que o Professor tenha esse timing. Levar um vídeo sobre a Grécia, por exemplo, com 56 minutos de duração para a sala de aula é abdicar do seu tempo de aula (geralmente só 50 minutos). Ora, o vídeo é uma parte da aula, não a totalidade dela;

- Vídeos enfadonhos. Tendem entender esse quesito da seguinte maneira: se você escolhe “por escolher” um vídeo onde o próprio narrador parece desmotivado com o tema, saiba que seu aluno não embarcará nessa. É fundamental, na nossa época, algo que interaja, que movimente, que saia do lugar comum... Fora que a adoção desses vídeos com um texto progressista didaticamente é incoerência, ou seja, a argumentação textual não casa com a escolha do material (a não ser que ele seja objeto de crítica em aula).

HISTÓRIA MEDIEVAL

A AD já apresentava pontuação dividida, sendo de até 5,0 pontos para cada uma das duas questões. Assim, quando tratei de avaliar a questão 1, levei em consideração se o quadro cronológico apresentava os principais eventos da História dos Bizantinos e Muçulmanos no período estabelecido pelo enunciado da questão. Já na questão 2, levei em consideração a citação das contribuições para o Ocidente das duas civilizações.



Alguns problemas verificados em Medieval

- O quadro cronológico não precisava ser, necessariamente, um quadro, mas precisava conter eventos históricos chaves. Ora, se não há citação sobre a Hégira, por exemplo, no século VII, a questão 1 está deficitária;

- Na questão 2 não bastava listar heranças. É de bom tom que um aluno de História, num curso superior, saiba refletir, analisar, interligar e avaliar o legado histórico.

Alguns problemas gerais quando à composição textual (História Antiga e Medieval)

- É imprescindível que, antes do envio, o aluno revise o texto. Há textos com problemas sérios de grafia de palavras, trechos mal compostos etc. Em algumas partes, a composição textual inadequada inviabilizava a afirmação histórica, ou seja, era perceptível que o aluno sabia sobre o quê escrevia, mas escrevia mal e conseguia dar o sentido oposto às suas ideias.

- É necessário, claro, identificar os arquivos com seu nome no campo do texto;

- É necessário sinalizar quando se responde a questão 1 ou a questão 2. Há textos que elas se misturaram.



Abraços a todos.

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1.3.17

[CEC] 8º ano - Treino para a primeira avaliação

Amigos do oitavo ano do CEC:

Em breve realizaremos nossa primeira avaliação escrita, individual e sem consulta. O conteúdo será disponibilizado em sala, mas já deixo um quiz para treinamento para auxiliar vocês. Não é uma atividade obrigatória, mas saiba que ele pode ajudar muito. É possível realizar o teste várias vezes, mas repare que existe um tempo de 3 minutos para responder cada questão. Todas valem 5 pontos e totalizam 40 pontos, assim como acontecerá na prova.

Realizado o teste, compartilhe seus resultados comigo =)

Quiz criado por Fernando Nunes com GoConqr

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[CEC] 6º ano - Treino para a primeira avaliação

Amigos do sexto ano do CEC:

Em breve realizaremos nossa primeira avaliação escrita, individual e sem consulta. O conteúdo é muito fácil! Vocês já têm o livro como auxílio (é fundamental ler o capítulo da matéria) e o esquema do seu caderno. Além disso, disponibilizo agora um quiz para treinamento. Vocês não são obrigados a fazer este teste, mas saibam que ele pode ajudar muito. Vocês também podem fazer quantas vezes quiser, mas reparem que existe um tempo de 3 minutos para responder cada questão. Todas valem 5 pontos e totalizam 40 pontos, assim como acontecerá na prova.

Realizado o teste, compartilhe seus resultados comigo =)

Quiz criado por Fernando Nunes com GoConqr

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24.2.17

[CEC] Tema de redação 2




No descanso da folia, proponho, de leve, a confecção de uma redação com tema livre. Vocês poderão escolher um tema de preferência para produzir texto dissertativo-argumentativo nos moldes da redação ENEM. Nesse caso, como não existirão textos de apoio, é importante que, antes de iniciar, vocês deixem claro qual o tema escolheram.

O prazo para entrega desta redação para correção corre até o dia 10/03. Como não foram entregues folhas de texto a tempo, os textos poderão ser entregues em folhas avulsas desta vez.

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21.2.17

[CEC] Tema de redação



IDENTIFICAÇÃO: Tema de redação 3
Clique aqui se quiser fazer o download da folha de redação padrão.


A partir da leitura do trecho abaixo, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema da redação. Apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Resposta à pergunta: O que é Esclarecimento?
Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de servir-se de seu próprio entendimento sem direção alheia. O homem é o próprio culpado dessa menoridade quando ela não é causada por falta de entendimento mas, sim, por falta de determinação e de coragem para servir-se de seu próprio entendimento sem a tutela de um outro. Sapere aude!** Ousa fazer uso de teu próprio entendimento! Eis o lema do Esclarecimento. A preguiça e a covardia são as causas de que a imensa maioria dos homens, mesmo depois de a natureza já os ter libertado da tutela alheia, permaneça de bom grado a vida inteira na menoridade.
É por essas mesmas causas que, com tanta facilidade, outros homens se colocam como seus tutores. É tão cômodo ser menor. Se tenho um livro que faz as vezes de meu entendimento, se tenho um diretor espiritual que assume o lugar de minha consciência, um médico que por mim escolhe minha dieta, então não preciso me esforçar. Não tenho necessidade de pensar, se é suficiente pagar. Outros se encarregarão, em meu lugar, dessas ocupações aborrecidas.
A imensa maioria da humanidade considera a passagem para a maioridade, além de difícil, perigosa, porque aqueles tutores de bom grado tomaram-na sob sua supervisão. Depois de terem, primeiramente, emburrecido seus animais domésticos e impedido cuidadosamente essas dóceis criaturas de darem um passo sequer fora do andador de crianças em que os colocaram, seus tutores mostram--lhes, em seguida, o perigo que é tentarem andar sozinhos. Ora, esse perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam muito bem a andar, finalmente, depois de algumas quedas. Basta uma lição dessetipo para intimidar o indivíduo e deixá-lo temeroso de fazer novas tentativas.
Immanuel Kant
* Para o excerto aqui apresentado, foram utilizadas as traduções de Floriano de Sousa Fernandes, Luiz Paulo Rouanet e Vinicius de Figueiredo.
** Sapere aude: cit. lat. de Horácio, que significa “Ousa saber”.

Estes são os parágrafos iniciais de um célebre texto de Kant, nos quais o pensador define o Esclarecimento como a saída do homem de sua menoridade, o que este alcançaria ao tornar-se capaz de pensar de modo livre e autônomo, sem a tutela de um outro. Publicado em um periódico, no ano de 1784, o texto dirigia-se aos leitores em geral, não apenas a especialistas.

Em perspectiva histórica, o Esclarecimento, também chamado de Iluminismo ou de Ilustração, consiste em um amplo movimento de ideias, de alcance internacional, que, firmando-se a partir do século XVIII, procurou estender o uso da razão, como guia e como crítica, a todos os campos da atividade humana. Passados mais de dois séculos desde o início desse movimento, são muitas as interrogações quanto ao sentido e à atualidade do Esclarecimento.

Com base nas ideias presentes no texto de Kant, acima apresentado, e valendo-se tanto de outras informações que você julgue pertinentes quanto dos dados de sua própria observação da realidade, redija uma dissertação, na qual você exponha o seu ponto de vista sobre o tema: O homem saiu de sua menoridade?

Para que sua redação seja corrigida é necessário entregá-la dentro do prazo (até o dia 24/03) em folha padrão disponibilizada por mim durante as aulas (ou baixe, clicando aqui).

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[CEC] Composição do quadro de estudos



Os exames que garantem acesso às Universidades no país são os pesadelos da maioria dos alunos que concluem o Ensino Médio. A ideia de testar o conhecimento acumulado durante toda a vida escolar em apenas um momento tira o sono dos estudantes, dos pais, dos amigos... No entanto, algumas providências podem ser tomadas desde as primeiras séries do Ensino Médio para que o estresse gerado pela concorrência às vagas seja diminuído e o objetivo com a aprovação seja alcançado.

O ideia aqui é ajudar você na organização dos estudos, com a ressalva de que não existe forma infalível para o sucesso. No entanto, conhecemos maneiras de ajudá-lo a organizar e aproveitar melhor seu tempo dentro e fora da sala de aula.

A aprovação no Vestibular/ENEM começa muito antes da data da prova (e muito antes do terceiro ano do Ensino Médio). Fazer todas as tarefas passadas para casa e reler a matéria dada em aula são algumas das medidas que você não pode deixar de lado. Também não deixe em segundo plano a valorosa ajuda de seus professores. Eles sempre podem fornecer materiais alternativos, textos de apoio ou ajudá-lo com uma explicação extra sobre a matéria que você tem maior dificuldade. Conte também com a ajuda dos colegas; eles “falam a sua língua” e podem ajudar. E se você tem bom desempenho em determinada matéria, disponibilize um tempo para auxiliar seus amigos. Também aprendemos ensinando!

Aprendendo a estudas

Estudar não precisa – e não pode – ser uma tarefa penosa.

Mesmo que você atribua graus de importância a determinadas disciplinas, não deve abrir mão de nenhuma outra. Todo aluno tem, obviamente, mais facilidade ou interesse por uma matéria. Uns gostam mais de cálculos; outros preferem a construção de textos... Isso é absolutamente normal. No entanto, o mundo contemporâneo exige do profissional recém-formado uma concepção ampla. É de extrema importância, por exemplo, que um engenheiro escreva com clareza e objetividade seus relatórios de avaliação de uma construção; um piloto de avião precisa falar duas ou três línguas; um músico precisa conhecer a história da arte etc. Não caia no erro primário de achar que determinada matéria não “serve para nada”.

Estudar requer entusiasmo, ambição e dedicação. Ninguém aprende uma fórmula ou regra sem vontade. O cérebro humano precisa ser exercitado constantemente para que não apague informações. Seu êxito começa quando você descobre a importância do conhecimento em sua vida. Acredite: quando você estuda com prazer e compreende a utilidade do aprendizado, já percorreu metade do caminho que leva à Universidade.

Para tentar ajudá-lo na preparação de uma rotina de estudos, disponibilizei um quadro com sugestões de horários para atividades fora da escola. Lembre-se: é fundamental estudar em casa. Não há nada que não se possa aprender com um pouco mais de estudo. Obviamente o quadro de horários é uma sugestão. Deve, por isso, ser adaptado à sua realidade.

Nesse primeiro momento, construa esse quadro da seguinte maneira:

1. Defina seu objetivo. Se você já tem em mente que curso quer seguir, estabeleça metas para alcançá-lo. Você faz isso lendo sobre a carreira, pesquisando o que se estuda no curso, quanto tempo leva para ser formar etc. Mas se você ainda não tem nada em mende (coisa muito normal, não se desespere!) procure construir pelo menos um macro campo de interesse, ou seja, descubra aquilo que te atrai e faça recortes ao longo do tempo. Por exemplo: eu gosto de ciências humanas, mas excluo geografia da lista de interesses.

2. Descubra quais são as matérias mais importantes para sua trajetória. Se já tem em mente o curso, pesquise quais as disciplinas são mais exigidas. Por exemplo: para medicina, é fundamental estudar – e gostar – de Química e Biologia. Logo, essas disciplinas precisam de um reforço.

3. Descubra quais são seus pontos fortes. Quais disciplinas você tem mais sucesso? Isso não significa ter, necessariamente, maior nota no boletim. Trabalhamos com a ideia de que a aprendizagem significativa acontece independente da valoração que conseguimos em avaliações escritas. Facilidade na disciplina significa, então, prazer em aprender determinada matéria. Ensine! Isso é ótimo para reforçar sua autoestima e seu aprendizado!

4. Mapeie, também, seus pontos fracos. Isso é importante para saber onde dar mais atenção. Se não gosto de matemática, devo buscar novas formas de para estudar a disciplina e não deixá-la de lado ou desistir de aprender. Busque novas linguagens, novos apoios; tire dúvidas sempre com os professores ou com os colegas que dominam o conteúdo.

Diante de tudo isso, entenda que seu objetivo deve caminhar junto com a felicidade. Objetive aquilo que te faz – e te fará – feliz. Reconhecimentos sociais e financeiros virão com o tempo, mas estar feliz no seu campo é fundamental! Lembre-se também que seus objetivos devem possuir “recompensas sociais”, ou seja, qualquer que seja a sua profissão escolhida, procure doar um pouco do conhecimento adquirido à sociedade. Isso pode, inclusive, começar desde já!

Continuamos conversando durante as aulas.

Para baixar o quadro de horários pronto, com minhas sugestões de horários, clique aqui (versão em PDF);
Para baixar o quadro de horários para ser e editado por você, com base nos seus horários, clique aqui (versão em Word).

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18.2.17

7.2.17

[UniRio] Subsídios para as aulas de 11/02 - História Antiga e Medieval



História Antiga.

Centraremos nosso debate de sábado na ideia da concepção do espaço geográfico grego. Isso é, inclusive, parte do texto da aula, já disponível na plataforma, onde o título empregado é “O espaço grego e a ocupação humana”.

Em linhas gerais, o aluno deve perceber que a aula trata da identidade do grego, que supera, em determinados momentos, o pertencimento geográfico a um território (no caso, o grego), faz uma análise, posteriormente, à geografia da Grécia e, por fim, parte para uma periodização do desenvolvimento grego, baseada na obra de M. Finley.

É importante que o aluno tenha, também, a leitura do texto de apoio disponibilizado na Plataforma, cujo título é: “Os sentidos da itinerância dos Aedos Gregos”, de Alexandre Santos de Moraes.

História Medieval.

Em Medieval, continuarem o debate sobre o livro de Baschet, agora em seu segundo capítulo. A ideia central dessa parte é focar no Reino dos Francos, sua conversão e expansão. Também é interessante notar que permanece o debate que tenta desvincular a ideia de “atraso” à Idade Média. Um bom argumento aparece logo na pequena introdução do capítulo, que Baschet intitula de Renascimento Carolíngio.

Outra parte importante e que merece nossa atenção está na veiculação do esplendor islâmico e sua caracterização.

Sugiro que tentem resolver os questionamentos feitos para a aula e disponíveis na Plataforma. Eles são, de certa forma, o norte do capítulo.

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[CEC] Exemplos de redações nota 1000

Amigos:

Um primeiro complemento às nossas aulas de Estudos Orientados com ênfase na produção de redações e com vistas ao ENEM será a exemplificação de textos que mereceram, por parte da Banca Examinadora, nota máxima, ou seja, nota 1000.

No ano de 2015, o ENEM solicitou como tema "Publicidade infantil em questão no Brasil". Abaixo temos alguns textos retirados no Portal de notícias G1 – Educação: (acesso os outros textos clicando aqui)

Redação 1, de Antônio Ivan Araújo, do Ceará


A publicidade infantil movimenta bilhões de dólares e é responsável por considerável aumento no número de vendas de produtos e serviços direcionados às crianças. No Brasil, o debate sobre a publicidade infantil representa uma questão que envolve interesses diversos. Nesse contexto, o governo deve regulamentar a veiculação e o conteúdo de campanhas publicitárias voltadas às crianças, pois, do contrário, elas podem ser prejudicadas em sua formação, com prejuízos físicos, psicológicos e emocionais.
Em primeiro lugar, nota-se que as propagandas voltadas ao público mais jovem podem influir nos hábitos alimentares, podendo alterar, consequentemente, o desenvolvimento físico e a saúde das crianças. Os brindes que acompanham as refeições infantis ofertados pelas grandes redes de lanchonetes, por exemplo, aumentam o consumo de alimentos muito calóricos e prejudiciais à saúde pelas crianças, interessadas nos prêmios. Esse aumento da ingestão de alimentos pouco saudáveis pode acarretar o surgimento precoce de doenças como a obesidade.
Em segundo lugar, observa-se que a publicidade infantil é um estímulo ao consumismo desde a mais tenra idade. O consumo de brinquedos e aparelhos eletrônicos modifica os hábitos comportamentais de muitas crianças que, para conseguir acompanhar as novas brincadeiras dos colegas, pedem presentes cada vez mais caros aos pais. Quando esses não podem compra-los, as crianças podem ser vítimas de piadas maldosas por parte dos outros, podendo também ser excluídas de determinados círculos de amizade, o que prejudica o desenvolvimento emocional e psicológico dela.
Em decorrência disso, cabe ao Governo Federal e ao terceiro setor a tarefa de reverter esse quadro. O terceiro setor – composto por associações que buscam se organizar para conseguir melhorias na sociedade – deve conscientizar, por meio de palestras e grupos de discussão, os pais e os familiares das crianças para que discutam com elas a respeito do consumismo e dos males disso. Por fim, o Estado deve regular os conteúdos veiculados nas campanhas publicitárias, para que essas não tentem convencer pessoas que ainda não têm o senso crítico desenvolvido. Além disso, ele deve multar as empresas publicitárias que não respeitarem suas determinações. Com esses atos, a publicidade infantil deixará de ser tão prejudicial e as crianças brasileiras poderão crescer e se desenvolver de forma mais saudável.

Redação 2, de Lucas Almeida Francisco, de Sergipe


A publicidade infantil tem sido pauta de discussões acerca dos abusos cometidos no processo de disseminação de valores que objetivam ao consumismo, uma vez que a criança, ao passar pelo processo de construção da sua cidadania, apropria-se de elementos ao seu redor, que podem ser indesejáveis à manutenção da qualidade de vida.
O sociólogo Michel Foucault afirma que 'nada é político, tudo é politizável, tudo pode tornar-se político'. A publicidade politiza o que é imprescindível ao consumidor à medida que abarca a função apelativa associada à linguagem empregada na disseminação da imagem de um produto, persuadindo o público-alvo a adquiri-lo.
Ao focar no público infantil, os meios publicitários elencam os códigos e as características do cotidiano da criança, isto é, assumem o habitus – conceito de Pierre Bourdieu, definido como 'princípios geradores de práticas distintas e distintivas' – típico dessa faixa etária: o desenho animado da moda, o jogo eletrônico socialmente compartilhado, o brinquedo de um famoso personagem da mídia, etc.
Por outro lado, a criança necessita de um espaço que a permita crescer de modo saudável, ou seja, com qualidade de vida. Os abusos publicitários afetam essa prerrogativa: ao promoverem o consumo exarcebado, causam dependência material, submetendo crianças a um círculo vicioso de compras, no qual, muitas vezes, os pais não podem sustentar. A felicidade é orientada para um produto, em detrimento de um convívio social saudável e menos materialista.
De modo a garantir o desenvolvimento adequado da criança e diminuir os abusos da publicidade, algumas medidas devem ser tomadas. O governo deve investir em políticas públicas que atuem como construtoras de uma 'consciência mirim', através de meios didáticos a fomentar a imaginação da criança, orientando-a na recepção de informações que a cercam. Em adição, os pais devem estar atentos aos elementos apropriados pelos seus filhos em propagandas, estimulando o espírito crítico deles, a contribuir para a futura cidadania que os espera.

Uma boa tarefa que vocês podem realizar é verificar quais são os pontos fortes desses textos. Por exemplo: na Redação 2, percebam que o candidato tem (ou deixa transparecer que tem) uma quantidade considerável de leituras sobre Sociologia. Aproveitou-se do tema, portanto, e fez um texto interdisciplinar, trabalhando e alinhando alguns conceitos à proposta. Essa é uma grande sacada que eleva de forma considerável a pontuação do aluno.

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4.2.17

31.1.17

[UniRIO] Subsídios para as aulas de 04/02 - História Antiga e Medieval

História Antiga

- Ler e analisar a Aula 1 do material. Trata-se de uma introdução ao ensino de História Antiga. Geralmente textos complementares serão sugeridos ao longo das unidades. Não há muito problema, nesse momento, caso você ainda não possua o livro. (Lembrando que ele está disponível, em PDF, na Plataforma).

História Medieval

- Leitura do capítulo 1 do livro “Civilização feudal” (Cf. BASCHET, Jérôme. A civilização feudal: do ano mil à colonização da América. São Paulo, Globo) já disponível na plataforma: (após fazer o log in, acessar: http://graduacao.cederj.edu.br/ava/mod/resource/view.php?id=45702 ). Trata-se do capítulo 1, cujo título é “Gênese da sociedade cristã: a alta Idade Média”.

- Como no capítulo estudado há um debate historiográfico sobre o fim da escravidão em Roma Imperial, algumas tendências estarão expostas livro. Para tentar clarear – e adiantar – alguma dúvida, sugiro uma rápida leitura ao artigo do Professor José D’Assunção Barros, “O que é uma “escola” na historiografia? – Um paralelo com a Filosofia” Eis o resumo:


Este artigo tem como objetivo discutir o conceito de "escola" na historiografia, abordando suas implicações e seus desdobramentos, e contrastando esse conceito em relação a outros, normalmente, utilizados para constituir a identidade teórica dos historiadores. Um paralelo com a Filosofia, evocando exemplos pertencentes tanto a esta área de estudos como também à historiografia, é o caminho aqui empregado para melhor delimitar o conceito de "escola".
Palavras-chave: Annales; Historiografia; História serial; História quantitativa.

- Produção de respostas (opcional e sem necessidade de entrega ou envio) da atividade sugerida na Plataforma, a saber:

1- Explique a relativização da expressão "invasões bárbaras" feita por Baschet.
2- Sistematize a discussão historiográfica sobre o fim da escravidão produtiva. Observe que vários autores discordam com relação ao por que, quando e como esse tipo de escravidão acabou.
3- Analise o processo de cristianização dos povos pagãos, seus agentes e estratégias.


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